Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 28/11/2020
Ao longo do tempo, o processo de educação nunca foi tão ameaçado como nos dias atuais. Com o surgimento do novo Covid-19 em todo o mundo, trazer a sala de aula para o ambiente virtual se tornou um debate. Para a educação brasileira, os impactos são causados por diversos motivos, dentre eles, a desigualdade social em todo território nacional e a falta de estrutura tecnológica dos municípios.
Com o início do pandemia e o fechamento de escolas por todo o país, o ensino a distância se tornou o novo normal no Brasil. Como diz Carl Marx, a história da sociedade é a história da luta de classes. De forma análoga, a grande desigualdade do País impõe diferentes cenários para os diferentes estratos, onde alguns estudantes possuem todo o aparo necessário para estudar em casa enquanto outros não possuem se quer internet ou meio de comunicação para as aulas em EAD. Assim, tal luta, citada por Marx, se faz infinita, visto que sem uma educação de qualidade não há aprendizado, o
que consiste numa incessante desigualdade. Portanto, a necessidade de que o artigo 3º da CF seja cumprido é ainda maior nos tempos atuais.
Outrossim, destaca-se a desestrutura tecnológica nos municípios e escolas, principalmente da rede pública. A falta de equipamentos necessários para fazer acontecer as aulas virtuais aliados ao despreparo dos docentes quanto ao manuseio de plataformas de ensino dificulta a interação com os alunos bem como a aplicação de atividades de ensino. Logo, nota-se a presença de mais um agravante que poderia ser minimizado com o apoio do Governo Federal.
Diante do que foi visto, associa-se a desigualdade social e a decadência dos municípios aos impactos causados pela pandemia no novo cenário educacional do país. Portanto, o Governo, como agente primário, em parceria com municípios, lancem um projeto de internet para todos, igualando o acesso a rede em todo o país. Segundo, uma aliança do Estado com grandes empresas de tecnologia a fim de estruturar as escolas da rede pública, além de oferecer tablets para alunos