Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 03/12/2020
Tendo em vista a crescente onda de contaminação do Coro Vírus, líderes mundiais viram-se obrigados a tomar medidas drásticas para se combater a enfermidade do Covid-19, por meio da quarentena. Assim, tem-se o intuito de evitar a proliferação da doença em âmbitos sociais, como as escolas. Por consequência, com aulas presenciais canceladas, a educação brasileira se encontra a mercê dos impactos da pandemia, ora pela dificuldade de acesso às aulas online na rede pública, ora pelo desinteresse dos alunos
Em primeira análise, vale ressaltar uma enorme disparidade entre os serviços e as condições das redes privadas e públicas, os quais enfrentam irregularidades diante do acesso às suas aulas online. Logo, com a paralisação das atividades, alunos e professores das instituições públicas se deparam com a problemática do acesso e da transmissão das aulas a longa distância. Destarte, devido à falta de infraestrutura em suas instituições, falta de equipamentos e acesso à internet em função da negligência menosprezo governamental, alunos e professores estão impedidos de aprender e ensinar. De certo, evidencia-se nos índices do G1 Globo, em que 40% dos alunos de escolas públicas estão sem nenhum tipo de aula ou atividade complementar.
Em segunda análise, sob uma perspectiva do filósofo Aristóteles, todos os indivíduos têm, por natureza, o desejo de conhecimento. Tendo em vista isso, cabe-se contextualizar com a temática do desentusiasmo por parte dos alunos em tempos de quarentena. Assim sendo, durante o isolamento social as atividades se tornam mais trabalhos, devido aos alunos não conseguirem acompanhar as aulas, inexistência do ambiente de estudo apropriado e baixa preparação dos professores com as tecnologias hoje indispensáveis. Contudo, geram o desinteresse nos alunos diante a aprendizagem e o conhecimento oferecido a eles, muitos abandonam os estudos e contribuem para os números de mais de 20% dos jovens fora das escolas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE. Consoante ao mencionado, ficam evidentes dos impactos da pandemia na educação brasileira, requerendo uma ação interventiva. Diante a isso, é necessário que o Ministério da Educação, instância máxima de governança educacional, proporcione às instituições públicas e aos seus alunos a inserção total ao ensino a distância e um mecanismo para gerar interesse dos alunos. Portanto, mediante a implementação de equipamentos necessários e acesso à internet aos alunos das instituições públicas que necessitam, capacitação dos professores para as tecnologias, além da complementação do ensino com ferramentas e jogos para instigarem o interesse do aluno, a fim de gerar maior igualdade e adaptação a esse novo meio de ensino.