Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 05/12/2020

No começo de 2020, o vírus Covid-19 chegou ao Brasil, o que obrigou o país a se colocar em estado de quarentena. Para muitas famílias, o isolamento em casa não surtiu tantos efeitos negativos, visto que souberam se adequar de forma rápida, porém para estudantes da rede pública, o aumento da precarização do ensino, que já não era de qualidade, foi inevitável.

Com o atual cenário, é importante destacar que, sempre que comparado o ensino público com o privado, notava-se uma forte desigualdade,  adota-se como exemplo a falta de professores, de um ensino excelente e de salas adequadas para as aulas ocorrerem. Com a chegada da quarentena e o ensino presencial passar para remoto, o pouco que ainda atuava nestas escolas, passou por uma enorme redução, diante do fato de que não há estrutura para esse novo método de aprendizado.

Cabe mencionar em segundo plano, a adaptação a qual os professores tiveram que passar para conseguir acompanhar essa nova maneira de ensino à distância. Inúmeros pedagogos não tinham conhecimento básico em computação, mas deram o seu melhor para poder continuar a ensinar seus alunos. Logo, esta profissão, que por menos reconhecimento que tenha, deve ser mais valorizada e compensada, pois é a base de qualquer curso existente.

Em razão de pandemia, com o fechamento das escolas, além de prejudicar os estudantes da rede pública, no âmbito do ensino, também houve a redução de suas alimentações, visto que muitos pais contavam com a merenda escolar para alimentar seus filhos. Com isso, percebe-se a disparidade imposta a esses alunos, que sofrem bem mais que a falta de um meio para assistir as aulas, eles sofrem com a fome.

Para a redução desta problemático, é fundamental o maior investimento, por meio do MEC, no sistema público de ensino, para que os alunos tenha acesso a um boa educação e à a alimentação, cuja adoção dessas medidas poderá contribuir para a consolidação de preceitos democráticos.