Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 15/08/2021
Consoante dados do Artigo de Paulo Arns, do Colégio Positivo, mais de 1,4 bilhão de alunos e 60 milhões de professores sofreram com a COVID-19 em seu cotidiano. Nesse sentido, surge a problemática do debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira, na realidade do país, seja pela má distribuição de renda , seja pela falta de equipamentos. Dessa feita, é imperativa a ampliação de ações para mitigar tal impasse.
Em primeira análise, cabe ressaltar a desigualdade social e as consequências advindas disso. Exemplo disso é visto no filme “O menino que descobriu o vento”, o qual retrata o protagonista William Kamkwanba, jovem humilde, que, devido aos pais não conseguirem custear a escola, precisou abandonar a instituição, embora quisesse permanecer. Paralelo à ficção, na vida real, com a pandemia da COVID-19, alunos precisaram se adaptar ao ensino virtual - de casa- , o que, para aqueles com baixo poder aquisitivo, foi prejudicial como exemplificam dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em que menos de 60% da população brasileira têm acesso a computadores – essenciais para uma educação a distância adequada -. Assim, nota-se que a pobreza impede a didática essencial aos alunos, como aulas ao vivo, sendo necessárias medidas para atenuar esse fato.
Em segundo plano, a ausência de recursos na infraestrutura dificulta a adaptação do núcleo escolar. O ajuste brusco de professores ao ensino a distância foi notório quando esses começaram a gravar vídeo-aulas – garantindo qualidade -, e inovarem nas formas de ensino. Contudo, notou-se quão dispare é a diferença de qualidade educacional de escolas particulares – que tiveram todo suporte tecnológico – para públicas – com recursos inferiores - visto que mais de 38,5 milhões de estudantes compõem esse ensino. Por conseguinte, essa carência aquisitiva não só desmotiva os professores, como também viabiliza a desistência de alunos. Logo, deve-se instituir ações para reduzir essa conjuntura.
Evidencia-se, portanto, que há entraves quanto à educação, tendo a desigualdade, mas também o precário recurso das escolas públicas como fatores a serem combatidos. Dessarte, urge ao Ministério da Educação implementar campanhas de arrecadação de aparelhos tecnológicos doados – computadores, celulares ou tablets -, por meio de verba adquirida pelo Governo, a fim de ajudar aqueles que não podem comprar, minimizando os impactos de sua carência nos estudos. Ademais, o Governo Federal deve financiar cursos de capacitação digital para os professores, principalmente aos de colégio público, com parte de seus recursos, para tornar a aprendizagem mais atrativa, estimulando tanto os educadores quanto os estudantes, aumentando assim a equidade entre as instituições. Dessa forma, garantir-se-á redução nos impactos da pandemia na educação brasileira.