Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 08/12/2020

Em 2020, com o advento da pandemia causada pela Covid-19, a sociedade precisou encontrar formas inovadoras de prosseguir com suas atividades no âmbito educacional. Entretanto, o ensino a distância, ideia de maior aceitação entre educadores, não consegue abranger, no Brasil, todas as classes sociais, afinal, o acesso a internet é restrito a grupos específicos da sociedade. Logo, observa-se um nítido agravamento das desigualdades no acesso à informação e uma redução do papel de sociabilidade incorporado pela escola na formação das crianças.

Primeiramente, é importante ressaltar que a educação brasileira é historicamente deficitária. Ou seja, os alunos, de redes públicas e privadas, coexistem em um sistema com condições educacionais, estruturais e sociais antagônicas. Todavia, no cenário atual, onde alunos residentes em periferias não possuem se quer acesso a internet, essa disparidade deve atingir níveis irreparáveis, tornando ainda mais desigual o acesso às instituições de ensino superior.

Além disso, na educação básica, a ausência do ambiente estrutural escolar causa uma deficiência na comunicação das crianças. Isto é, a interação com colegas de classe e professores ficará restrita, quando houver internet, ao âmbito virtual. Por conseguinte, em um futuro próximo, pode-se observar uma inabilidade social crônica nos indivíduos.

Em síntese, percebe-se que a pandemia intensificou problemas que já existiam no sistema de ensino brasileiro. Logo, no cenário exposto, cabe ao Governo Federal, em alinhamentos com os Estados, adiar todos os processos seletivos até a normalização do ensino tradicional, visando, assim, reduzir a discrepância existente na preparação dos alunos. Outrossim, é importante que diretores e professores mantenham contato, se não por internet, via telefone, com os familiares dos alunos do ciclo básico, buscando instruir e fornecer informações sobre a importância de mantê-los compromissados com a educação, formação e comunicação das crianças nesse período conturbado.