Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 11/12/2020

No artigo 6º da Constituição Federal a educação é citada com um direito social. Porém, a paralização escolar e o uso da educação a distância (EAD) - devido ao isolamento social, causado pelo COVID19- revelou que existem problemas sociais que inviabilizam o EAD para parte da população. Entre esses problemas encontramos alunos que não possuem internet em suas residências e também alguns professores que não buscam se adaptar ao EAD. Portanto, é de grande importância a discussão destes assuntos.

Primeiramente, é importante ressaltar que a Organização da Nações Unidas (ONU), classifica a internet como um dos Direitos Humanos. Entretanto, pesquisas demonstram que essa não é a realidade de mais de 30% dos brasileiros - de acordo com uma pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil- revelando, assim, a omissão do Estado com suas responsabilidades. Devido à falta de acesso à internet, por consequência, não possuem acesso ao EAD. Assim, contrapondo a Constituição Federal e escancarando esse problema social que impede o acesso à educação, piorando a desigualdade social ao negar o acesso à informação.

Outrossim, é válido mostrar que, até mesmo os alunos que possuem acesso ao EAD, enfrentam problemas, como professores que não buscam se atualizar para o EAD. De acordo com o educador paulo freire, a unica forma de mudar uma sociedade é utilizando a eduação; nesse sentido, nota-se que a sociedade não se beneficiará de uma mudança de forma possitiva. Assim, podendo gerar impactos negativo aos alunos, pois ficam desmotivados e não alcançam o mesmo aproveitamento do ensino presencial, desta forma, podendo prejudicar o entendimento do aluno aos próximos conteúdos, a formação do ser e da sociedade.

Em suma, faz-se necessário -para a resolução dos problemas anteriores- que o Governo Federal, juntamente com as operadoras de internet, criem projetos sociais visando levar internet aos estudantes que não possuem condições financeiras, subsidiando os custos de instalação e assinatura da internet - com o apoio do Tribunal de Contas da União e empresas privadas de tecnologia para custear- visando assim combater a desigualdade social e democratizar a educação- desta forma contribuindo para gerar uma sociedade com índices de desigualdades menores que os atuais de forma a melhorar a qualidade de vida da população brasileira. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, criar cursos e palestras “online"s para professores, com intuito de demonstrar como utilizar o EAD e, assim, buscar melhorar a produtividade e qualidade das aulas