Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 12/08/2021

Em 1982, a Fundação Roberto Marinho criou o Telecurso 2000, o qual passava aulas por meio da televisão. Em relação a isso, atualmente o Brasil encontra-se com uma educação a distância, agravado pela pandemia do COVID-19. Nesse sentido, esse modo de aprendizagem demonstra a inacessibilidade de alguns alunos e, ainda, as consequências nos indivíduos.

Primordialmente, percebe-se uma fragilidade estrutural nesse processo educativo. Diante disso, de acordo com os dados do IBGE, 4,3 milhões de estudantes brasileiros entraram na pandemia sem acesso à internet. Sendo assim, muitos infantes tiveram e têm uma defasagem educacional. Em analogia a isso, o filósofo Pierre Levy declarou que: ‘’toda nova tecnologia gera os seus excluídos’’. Logo, a modalidade de ensino virtual no Brasil escancara uma necessidade de uma nação mais digital, porém menos desigual.

Ademais, os impactos dessa educação prejudica na evolução dos jovens brasileiros. Nesse viés, a obra Pedagogia do Oprimido, do educador Paulo Freire, afirma que a educação deve ser libertadora. Porém, para ter liberdade(autonomia), o base dos assuntos precisam ser de conhecimento dos alunos. Visto isso, é preciso aliar temas geradores de conteúdo com práticas pedagógicas capazes de provocar no aluno uma consciência crítica.

Infere-se, portanto, uma necessidade de atenuar essa problemática. Nesse sentido, o Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Economia devem organizar e financiar tablets e chips de internet de forma gratuita, por meio de projetos sociais e verbas governamentais, para que os alunos de baixa renda acessem as aulas on-line. Além disso, as escolas devem promover cursos específicos, por intermédio de profissionais qualificados, com o objetivo de ajudar os professores a administrar as ferramentas tecnológias e aproximar os alunos com essa nova forma de ensino. Feito isso, ensino remoto mostrará ser um avanço dos telecursos.