Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 11/12/2020

Em uma das primeiras cenas do filme sul-coreano “Parasita”, Ki-Taek e sua família procuram maneiras de ter acesso ao wi-fi do vizinho. De maneira análoga, a realidade brasileira se mostra isenta de tais ferramentas. Dessa forma, a Educação a Distância (EAD) apresenta impasses a serem solucionados, uma vez que a população está à margem da ausência de recursos e de problemas emocionais.

Constata-se, a priori, que a inexistência de utensílios básicos para a prática dessa modalidade, como por exemplo,computador e internet, afeta cerca de um quarto de brasileiros. Além disso, muitas escolas públicas sequer adotaram esse tipo de programação, quer seja pelo não conhecimento das tecnologias da informação, quer seja pela escassez de investimento. Logo, as instituições privadas saem à frente, e o direito à educação, garantido no artigo 205 da Constituição Federal, torna-se limitado.

Ademais, a presença de distúrbios emocionais, como a ansiedade, decorre em razão da dificuldade de criar uma rotina consistente, à falta de concentração e até a falta de alimentos, visto que a escola é, para muitos, a principal fonte para inibir a fome. Soma-se a isso,a necessidade de lidar com um cenário pandêmico, de óbitos diários em escala global. Nesse sentido, isso compromete a saúde das pessoas e a eficácia da aprendizagem.

Portanto, são necessárias medidas que resolvam a problemática. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Educação (MEC) disponibilizar verbas as prefeituras que, por meio das secretarias de educação,devem comprar e elaborar livros, materiais didáticos, cronogramas e orientações a fim de que de que todos os alunos possam ter acesso ao ensino. Deve-se, ainda, que os governadores de cada estado monte espaços de conexão de rede aberta em espaços públicos como praças, colégios e bibliotecas, para quem se encontre em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Assim, o país será mais igualitário e o cidadão se beneficiará dos seus direitos.