Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 16/12/2020

Dezembro de 2019, na cidade de Wuhan, China, deu-se início a uma pandemia mundial causada pelo vírus COVID-19. Nesse cenário, o Brasil foi altamente afetado, principalmente no âmbito da educação, pois não há preparação para o ensino à distância. Nesse contexto, deve-se analisar que existe desafios nessa modalidade de ensino, não só pela dificuldade da cultura de autoaprendizagem, mas também pela falta de recursos básicos da população.

Em primeira análise, observa-se que a deficiência da autoaprendizagem dificulta o acesso à educação, diante do cenário pandêmico no Brasil. Isso porque, o sistema educacional vigente no Brasil é inspirado no modelo iluminista e impõe a submissão intelectual do estudante à figura do professor, que seria detentor do saber. Em decorrência disso, o aluno, desde o iluminismo, acostumou-se a ser passivo no processo de aprendizagem, realidade que inviabiliza a autoaprendizagem característica do ensino à distância. Assim, enquanto houver essa passividade por parte do aluno será impossível corrigir esse impacto na educação brasileira.

Além disso, nota-se, ainda que outro grave impacto na educação é a carência de recursos básicos da população. Acerca disso, o ensino não presencial imposto pela necessidade de dar continuidade ao ano letivo, esbarra na falta de acesso a recursos tecnológicos e na miséria extrema de alguns locais negligenciados, como o município de Melgaço, no Pará – menor IDH do Brasil. Por consequência, não há como aprender, presencialmente ou remotamente, convivendo com a fome, com a ausência de serviços básicos e de tecnologia. Assim, para que o aluno tenha acesso aos benefícios do ensino online, o saneamento básico, a alimentação e os recursos tecnológicos precisam ser realidade de todos.

Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para melhoria dos impactos causado pela pandemia na educação brasileira. Cabe o Ministério da Educação modificar a mentalidade do estudante, por meio de projetos de iniciação científica, estimulando-os a autoaprendizagem, a fim de desconstruir a passividade do aluno. Além disso, cabe ao Ministério Público Federal, fiscalizar a oferta de serviços básicos, como saneamento, alimentação, acesso à internet, realizando visitas nesses locais, com o intuito de garantir uma educação acessível a todos. Assim, ter-se-á, com efeito uma eduçação de excelência em meio da crise mundial.