Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 20/12/2020

’’ A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo’’, disse Nelson Mandela, líder e ex - presidente africano. Durante a pandemia de Covid-19 e com o isolamento social, a educação está entre um dos setores mais impactados. O ensino à distância se tornou a principal forma de não deixar os estudantes sem aulas, mas a falta de acesso aos meios tecnológicos por parte de alguns, as desigualdades sociais e as diferenças entre os Sistemas públicos e privados prejudicaram ainda mais o abocamento da população pobre a educação.

Em princípio, vale ressaltar que a desarmonia entre as formas de ensino, desencadeadas pelas divergências sociais é uma pauta questionada há décadas, contudo, atualmente na pandemia de corona vírus ficou mais acentuada e ganhou maior visibilidade. Com o fechamento das instituições de ensino, aulas, exercícios e avaliações foram passadas ao mundo digital, prejudicando aqueles que não contém anexação à redes móveis ou aparelhos tecnológicos. Dados do Instituto de Pesqquisa Econômica Aplicada apontam que apenas 42% das classes ‘‘D’’ e ‘‘E’’ detêm o mundo virtual. Consequentimente, a falta de aulas presenciais englobam impactos negativos  à pessoas carentes, pois a aproximidade entre educadores e estudantes está mais presente nas redes privadas.

Ademais, outro fato que levou os alunos a não participarem das aulas onlines foi a falta de computadores, apontado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica. Além disso, o IBGE apontou ainda que o acercamento desse ambiente computacional é de pouco mais da população, com 57%. Como consequência, houve o adiamento do ENEM ( Exame Nacional do Ensino Médio) como forma de tentar ajudar e dar mais tempo de preparação aos aprendizes pejudicados.

Portanto, diante da assimetria entre as camadas sociais e o modo como ela impacta na educação brasileira, faz - se necessário o aumento do investimento em instituições públicas. O Governo Federal junto ao MEC ( Ministério da Educação) e ao IBGE poderiam, ao se unir, garantir a compra de tablets ou notebooks para os alunos que não possuem poder aquisitivo. O dinheiro para a compra dos aparelhos portáteis seria por meio de arrecadações mais conhecidas como ‘‘vaquinhas onlines’’, amparando os que precisam ser favorecidos e com o auxílio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estátistica  mostrar a inibição, baseada em estudos, dos impactos positivos que trará à educação.