Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 22/12/2020

A humanidade sempre está passando por mudanças, seja por necessidades ou por desenvolvimento de novos hábitos melhores e mais condizentes com realidades específicas. Nesse sentido, com a educação não é diferente. Por exemplo, pedagogos e psicólogos desenvolveram inúmeros métodos de ensino e sempre estão debatendo qual é o melhor para cada realidade. Por isso, professores tendem a se qualificar cada vez mais e sentem-se no dever de aprender a trabalhar com essas novas técnicas.

Pensando nisso, a nova realidade que a pandemia do COVID-19 trouxe para a educação demonstrou que a maioria dos profissionais dessa área não estava preparada para essa situação - especialmente no Brasil, onde a educação, em especial a pública, já passava por inúmeros abalos. Assim, escolas e faculdade se viram numa situação na qual tinham que dispor uma qualificação para que professores e técnicos trabalhassem com o EAD numa rapidez imensurável. Com isso, essa capacitação se mostrou falha por diversos fatores, como por exemplo: brechas em plataformas de ensino online e deficiências em teleconferências, seja por falhas tecnológicas ou por falta de preparo por parte do docente.

Em segundo lugar, também vale ressaltar que o ensino por meio do EAD expôs uma situação de  imensa desigualdade entre os alunos. Em resumo, há uma grande parte dos estudantes que não possui Internet em casa ou, então, possui limitações de velocidade de download/upload que a impede de prosseguir aprendendo (se é que estava antes), outra parte não tem condições psicológicas, uma outra parte simplesmente não tem estrutura em casa para poder ter um bom proveito de aprendizagem e etc.

Além disso, essa situação mostrou que o ensino brasileiro é falho e que precisa de renovações e novas abordagens. Por outro lado, o ensino EAD não é um método novo e nem ineficaz. Em suma, pessoas que habitam regiões com situações precárias de transporte público e/ou em regiões que não possuem um incentivo governamental para que escolas se estabeleçam nessas áreas, que geralmente são rurais ou comunidades alternativas, veem no EAD a única chance de ter uma forma de estudo.

Portanto, medidas são necessárias para que o ensino brasileiro consiga sobreviver à essa pandemia. Então, felizmente, pandemias são passageiras, mas que precisam ser combatidas com métodos eficazes e condizentes. Logo, o governo, por meio do Ministério da Educação (MEC), deve fornecer cursos de qualificação para professores de todo o país de uma forma abrangente e condizente. Diante disso, deve promover melhorias e ampliar o ensino EAD. Além disso, o MEC juntamente com Ministério da Infraestrutura deve promover melhorias em cidades rurais para que escolas possam se fixar nessas. Ademais, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações poderia promover melhorias em planos de Internet por meio de acordos com empresas privadas que forneçam esses serviços.