Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 22/12/2020
A Globalização é um processo de integração econômica, política e cultural, entre países, que iniciou-se no século XVI e persiste até os dias atuais. Esse processo acelerou a tecnologia, proporcionando uma maior comodidade e rapidez nas formas de comunicações, como é o caso da educação na pandemia, porém trouxe diversos contrastes sociais. Esse cenário ocorre não só por fatores políticos, mas também relacionados à desigualdade.
Em primeiro plano, é necessário analisar o papel do governo na atual situação do país. Para Thomas Hobbes, filósofo inglês do século XVII, o Estado tem como função assegurar a ordem e bem-estar social, no entanto isso ocorre de forma ínfima no país. Devido à falta de políticas públicas que garantam que o direito à educação esteja sendo plenamente cumprido, conforme a Constituição de 1988.
Em segundo plano, é fulcral pontuar a desigualdade social presente na sociedade brasileira. Segundo o conceito de “Capital Cultural” do sociólogo francês Pierre Bourdieu, a sociedade contemporânea, dividida em classes, tem se tornado um instrumento de dominação. Indivíduos de famílias mais abastadas e com uma maior “bagagem cultural” terão mais facilidades na sociedade, e isso está ficando notório em um cenário de pandemia, pois nem todos estão tendo o devido acesso ao aprendizado.
Infere-se, portanto, que as diferenças entre grupos sociais e fatores relacionados ao governo estão interligados com o problema na educação brasileira. Cabe ao Ministério da Educação juntamente com o Minstério da Ciência, Tecnologia e Inovações, investirem em programas com vídeos de aulas gravadas dos professores de suas respectivas escolas, por exemplo em “sites” e programas já existentes, como “Descomplica e “Stoodi”. Com a finalidade de democratizar o aprendizado, deixando o mais igualitário possível, cumprindo assim, as prerrogativas deixadas na Constituição de 1988.