Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 27/12/2020

Dentre os deveres do Estado, está previsto na Constituição Federal o de fornecer uma educação básica de qualidade aos cidadãos. Porém, visto o atual cenário de pandemia, faz-se necessário um entendimento sobre a crise educacional agravada pela Covid-19 e suas principais razões: a falta de investimentos em tecnologias na área educacional e a falta de engajamento por parte dos alunos em meio às aulas remotas, causada pelo aumento do aparecimento de doenças relacionadas à saúde mental.

De início, é perceptível o fato de que o Brasil, por ser um país emergente, está atrasado em relação às potências mundiais em diversas questões, dentre elas a democratização do acesso à tecnologia. Por conseguinte, tal falta de acesso às tecnologias afeta diretamente diversos setores, principalmente o da educação, que em tempos de pandemia demanda um alto investimento em computadores e redes Wi-Fi de banda larga, necessitados em sua maior parte pelos alunos e professores de escolas públicas. Desta forma, a falta de verbas direcionadas à educação agrava a precariedade do ensino básico, principalmente no ano de 2020, em que muitas escolas não tiveram condições de terem aulas remotas justamente por falta de acesso às ferramentas necessárias, tendo como consequência uma defazagem no processo de aprendizagem dos alunos.

Junto a isso, outro problema que atinge não exclusivamente a educação é agravado pela pandemia e pelo isolamento social: o aumento de casos de depressão e ansiedade, considerados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como as principais doenças do século XXI. Assim, visto que tais doenças, muitas vezes ligadas à  falta de socialização em tempos de pandemia e aulas remotas, começaram a aparecer mais frequentemente, pode se notar suas consequências principalmente no desempenho escolar dos alunos, que ao se sentirem desmotivados, não conseguem se dedicar de forma ideal aos estudos e acabam tendo notas não satisfatórias e um aprendizado degradado.

Desse modo, a fim de minimizar os impactos do Covid-19 na educação brasileira, faz-se necessária a intervenção do Ministério da Educação, solicitando e repassando verbas que visem ampliar o acesso à tecnologia das escolas necessitadas, e promovendo assim, um ensino à distância razoável em meio a um período pandêmico. Ademais, é fundamental o acompanhamento, seja do Estado por meio de ações que tratem de perto e com seriedade as doenças relacionadas à saúde mental, ou das próprias escolas, qualificando seus profissionais da área de psicologia e pedagogia, para assim, acompanharem seus alunos no enfrentamento dessas doenças em meio a vida escolar.