Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 03/01/2021

Segundo o filósofo São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática são igualmente relevantes, além de possuírem os mesmos direitos e deveres. No entanto, hodiernamente, tal premissa é deturpada, visto que a pandemia do novo coronavírus expôs a fragilidade do ensino nacional. Diante disso, esse cenário caótico é evidenciado pela omissão escolar e incúria governamental.

Em primeira análise, é imprescindível verificar a negligência dos institutos de educação como um entrave para o aprendizado de alunos durante o período da pandemia. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, a escola é uma instituição formadora de opinião e fundamental para a plena formação do indivíduo. Dessa maneira, a deficiência do ensino hodierno de educação, infelizmente, dificulta o desenvolvimento na formação cidadã desse grupo.

Sob esse viés, nota-se, ainda, a inobservância estatal como um fator determinante para a persistência do imbróglio. Acerca disso, segundo o filósofo Gilberto Dimenstein, em sua obra “O Cidadão de Papel”, leis não cumpridas pelo Estado desencadeiam uma realidade em que os cidadãos são reconhecidos e amparados apenas no papel. Desse modo, essa negligência no atendimento às demandas do ensino no território nacional fere os respectivos direitos dos alunos, ao ferir os preceitos da Constituição Federal vigente.

Torna-se evidente, portanto, que uma solução seja encontrada a fim de mitigar esse óbio. Cabe ao Ministério da Educação - órgão responsável pelo sistema de ensino no país -, direcionar recursos para as escolas, por meio da inclusão de seu escopo na base de Diretrizes Orçamentárias, não só com a finalidade de garantir infraestrutura digital de qualidade para docentes ministrarem aulas, como também para os estudantes terem acesso ao material didático em suas respectivas residências. Espera-se, com isso, quiçá, avançar democraticamente como nação.