Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 07/06/2021
Como disse o magnata americano Steve Jobs, “A tecnologia move o mundo”. Relacionando ao momento em que se encontra a nossa realidade, ao qual todos precisam ficar em casa por causa da pandemia e o uso da tecnologia da internet é essencial, o mundo estaria literalmente parado sem ela. Infelizmente, foi o que aconteceu no Brasil no que se refere a educação, grande parte dos estudantes tiveram seus estudos interrompidos. Nesse sentido, é necessário analisar tal quadro, intrinsecamente ligada à desigualdade educacional e a disparidade do acesso à internet.
O educador Paulo Freire, em seu ensaio “Pedagogia do Oprimido”, defende que a educação é um direito básico que deve ser garantido para todo o corpo social. No entanto, essa idealização preconizada na obra do pedagogo não se consolida na realidade brasileira durante a pandemia, principalmente quando nos referimos a desigualdade educacional, no qual essa problemática foi escancarada pelo coronavírus. Isso decorre, principalmente, por causa dos diferentes padrões da qualidade educacional, que majoritariamente afeta a população mais carente, que tem acesso às instituições com infraestruturas precárias. No qual teve reflexo imediato no nível do ensino à distância que foi proposto pelo governo, levando a exclusão de grande parcela da sociedade desprovida de recursos a uma educação digna.
Ademais, a disparidade do acesso à internet alicerça a estagnação que houve no ensino no país, pelo fato de que 40 milhões de brasileiros não tem acesso à rede, o que foi exposto pela pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por conseguinte, há uma incapacitação de milhões de alunos a terem acesso ao único meio disponível para seus estudos, que por ser de forma remota, fica indisponível se o indivíduo não tiver ao seu alcance um computador, tablet ou celular com conexão à web. Desse modo, não apenas houve uma evasão educacional, mas também deixou evidente a negligência do estado para com as pessoas de baixa renda e que como sempre são as mais afetadas.
Pode-se perceber, portanto, que medidas públicas são necessárias para alterar esse cenário. É fundamental que o governo federal por meio do Ministério da Educação, construa uma base educacional sólida e igualitária, visando deixar as instituições com padrões estruturais e educacionais consoantes entre si, proporcionando a população o mesmo tipo de tratamento independente da região onde esteja. Além disso, o governo estadual em parceria com a organização privada, por meio de Ongs, deve listar e acompanhar aluno que sofrem privações ao ensino remoto, levando internet via satélite à zona rural e disponibilizando aparelhos eletrônicos para o seu uso a quem precise onde quer que ela se encontre. Diminuindo assim os impactos da pandemia na educação no país.