Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 07/01/2021

De acordo com a Constituição Federal de 1988, documento de maior valia no Brasil, é inerente ao Brasileiro o direito à educação e é prometida igualdade perante a lei, não só nos deveres, mas também nos direitos. Porém, é errado assumir, que tal prerrogativa tem se reverberado em nosso território, visto que nem todo cidadão tem acesso à internet ou sequer o equipamento necessário para um curso EAD. Diante dessa perspectiva. faz-se mister a análise da situação.

Antes de tudo, deve-se ressaltar a falta de medidas para a democratização da internet pelo governo. Segundo o IBGE, 25% dos Brasileiros não tem nenhum acesso à internet, consequentemente, essas mesmas pessoas não tem nenhuma possibilidade de realizar qualquer tipo de curso EAD por via cibernética. Não se deve tolerar a continuidade desse fato pois isso em si infere à própria lei que rege nosso país.

Ademais, graças à situação socioeconômica no Brasil, uma grande parcela dos Brasileiros não possuí o material necessário para atender as aulas. Consoante o G1, cerca de 59% dos estudantes não tem em mãos os recursos disponíveis, faltam celulares e computadores. Novamente, isso não só vai contra a constituição, como também a própria definição etimológica da palavra Educação, que é a de elevar o estudande à um patamar maior ao anterior. Nesse contexto, é impossivel elevar o aluno a um novo patamar devido a falta de recursos.

Conclui-se, portanto, a necessidade de combater os obstáculos em questão. O governo deve por meio de uma liberação de verba, a distribuição de materiais eletrônicos para a capacitação de famílias mais economicamente vulneráveis, afim de atender aos próprios direitos do cidadão e inserir os mais necessitados nos serviços referentes à EAD. Além disso, é necessária a democratização de infraestrutura e internet, assim, formando um pacote com o objetivo de incluir à todos. Dessa forma, são cumpridos os direitos e o problema em questão é solucionado.