Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 05/01/2021
Em fevereiro de 2020, foi confirmado o primeiro caso de infecção pelo novo coronavírus (COVID-19) no país e desde então os números cresceram rapidamente. Com isso, toda a sociedade precisou passar por grandes mudanças e a educação também, pois passou a ser a distância e não mais presencial. Porém, em um país com uma sociedade totalmente desigual, como o Brasil, as consequências podem ser extremamente desagradáveis e irreverssíveis.
Durante a pandemia do COVID-19, ocorreram diversas mudanças no sistema educacional brasileiro, uma vez que as aulas deixaram de ser ministradas dentro de uma sala de aula e passaram a ser de forma remota, o que dificulta ainda mais a distribuição de informação para os alunos, já que uma grande parcela não tem acesso as ferramentas necessárias para acompanhar as aulas. Esse fato tende a aumentar ainda mais a grande desigualdade presente no Brasil, por conta da notável desvantagem dos estudantes de escolas públicas perante aos de instituições privadas, que possuem maiores recursos tecnológicos, finaceiros e, consequentemente, estão tendo maior aproveitamento neste momento.
Além disso, muitos estados não tem os mecanismos adequados para auxiliar o corpo docente e discente durante esse período e não tem fundos suficientes para promover a adaptação à todos, logo a educação não chega para as minorias, o que favorece o crescimento da elite. Outro efeito negativo da pandemia no ensino é a falta de interação direta entre professores, alunos e colegas, essencial para a formação do cidadão, que não é possível através da educação a distância. Por conseguinte, o jovem acaba ficando mais introvertido e tendo maior dificuldade na hora da comunicação com a sociedade, podendo desenvolver problemas piscicológicos, como ansiedade e depressão, e também problemas futuros ao entrar para o mercado de trabalho.
Dessarte, é preciso que o governo federal juntamente com os governos estaduais, invistam ainda mais na educação brasileira pós-pandemia, para reparar os danos causados por ela. Ou seja, criar cursos gratuitos, preferencialmente presenciais, com revisões de conteúdos de todos os anos para os estudantes que não conseguiram acompanhar o ano letivo de 2020, além de distribuir materiais, como resumos, apostilas e livros, para os mais necessitados.