Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 06/01/2021

De acordo com a Constituição Federal de 1988 - Norma de maior hierarquia jurídica no Brasil - em seu artigo 3º, está descrito como Objetivo Fundamental, a redução da desigualdade social e regional. No entanto, a população se mostra distante dessa realidade prometida, tendo em vista, o cenário nefasto vivenciado com a pandemia na educação brasileira. Outrossim, alunos de baixa renda sofrem com a desigualdade no ensino exposta com os reflexos da pandemia, tendo em vista a falta de democratização do acesso à internet. Além disso, a falta de investimento e de capacitação dos professores para esse novo “normal” demonstra a omissão do governo.

Em um primeiro momento, é válido ressaltar, a frase do gênio da informática, Stive Jobs, “A tecnologia move o mundo” de fato isso é verdade, em um cenário no qual o planeta todo parou, devido a pandemia, o subterfúgio de todos foram a tecnologia. Bem como, governos, empresas e até mesmo o convívio familiar sofreram e tiveram que se adaptar ao uso da internet, e com a educação não foi diferente. Contudo, os esforços para a continuidade do ensino, na modalidade Ead, encontram entraves na falta de democratização do acesso ao mundo digital, por parte da população mais carente. Dessa forma, entende-se que a desigualdade regional, bem como a falta de assistência do governo é um fator preponderante nesse problema.

Outrossim, vale ressaltar que, de acordo com o Ipea ( Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) 60% da população de baixa renda não tem acesso à internet. Ainda por cima, a falta de investimentos em capacitação dos profissionais da educação e a falta de inclusão digital das escolas e dos professores, demonstram a fragilidade de um dos pilares mais importante de uma nação, a Educação. Atrelado a isso, está o fator de que 97% da população que tem acesso à internet o faz por meio de um celular e não por um computador, dados fornecidos pelo Ipea. Portanto, associando todos esses dados, os índices de desigualdade no ensino passam a ser um fator de grande preocupação social.

Logo, a falta de democratização do acesso à internet concomitante a escassez de investimentos, por parte do governo, na educação e nos professores, demonstra o colapso vivenciado na educação. Para isso, o Ministério da Educação, junta mente com as Secretarias, devem propor programas de capacitação tecnológicas, tanto as alunos quantos aos professores, com a inserção da matéria de informática na grade curricular e investimentos em laboratórios com computadores e internet de qualidade, para que com isso o ensino público tenha um pouco mais de condição de igualar a disputa com o privado. Bem como, a expansão do acesso ao meio digital, por meio de ONGs e programas de incentivos à democratização da internet, para famílias do Nordeste, de periferias e tribos indígenas.