Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 06/01/2021
Em 2020, o mundo presenciou a pandemia do novo corona vírus, onde foi necessário mudanças drásticas em todos os pilares da sociedade. Um dos mais fundamentais, o da educação, foi alvo de mudanças, dado que ao decorrer da pandemia, professores e alunos tiveram que se adaptar ao ensino à distância (EAD), e consequentemente, tornando mais nítidas as desigualdades sociais e o descaso governamental.
De acordo com o educador Paulo Freire: “a educação quando desigual, agrava os problemas sociais”. Esta teoria se torna evidente no contexto atual, visto que estudantes de escolas públicas que não têm acesso à internet - segundo o fundo das nações unidas para a infância (UNICEF), cerca de cinco milhões de estudantes, correspondendo a 40% - não tiveram acesso às aulas, considerando o novo modelo de ensino, o EAD. E como resultado, uma enorme precarização da educação pública.
Além disso, cabe destacar o descaso governamental nesse momento extremamente delicado. De acordo com a constituição de 1888, todos os cidadãos têm direito à educação. Entretanto, a estrutura fornecida pelo Estado se mostrou nula - segundo os relátorios no site da união, o governo federal não adotou nenhuma medida a favor da educação pública -. Esse descaso estatal contríbui para o uma perpetuação do baixo índice de escolaridade na sociedade brasileira.
Verifica-se, portanto, que são necessárias ações para que o pilar da educação se mantenha firme. Dessa maneira, cabe ao ministério da educação, em parceria com empresas privadas de tecnologia, inserir em camadas profundas periféricas um maior acesso à internet, a fim de garantir um direito constitucional, isto é, democratizar a educação.