Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 06/01/2021

Um movimento que surgiu durante o século XVIII na Europa e marcado pela ascensão dos ideais liberais e progressistas, o Iluminismo propaga a ideia de que uma sociedade quando os indivíduos se mobilizam entre si. No entanto, hodiernamente, nota-se esse ideário somente na teoria e não desejavelmente na prática, uma vez que, os impactos da pandemia Coronavírus na educação, ainda se configura como um problema no Brasil. Por isso, faz se pertinente o debate acerca do negligenciamento governamental e a falta de compromisso por parte dos alunos, que resulta em uma baixa aprendizagem.

Sob esse viés, cabe destacar o desleixo Estatal como um dos principais fatores para o agravamento desse entrave, posto que a precária educação pública ainda é uma realidade para a população. Conforme, a Constituição Federal, norma de maior hierarquia social promulgada em 1988 e foi marcada pela transição entre um período autoritário para um democrático, é estabelecido o direito ao acesso a um sistema de educação de qualidade a todos os cidadãos presentes no território brasileiro. Entretanto, nota-se que não é atribuído a devida relevância a esse direito, uma vez que, a educação pública com o advento dessa doença, aumentou o índice de desigualdade educacional, obstruindo o futuro de milhões de pessoas. Prova disso, é um documento elaborado pela rede CoVida – Ciência, Informação e Solidariedade, que aproximadamente 81% dos estudantes da rede pública serão prejudicados nos estudos, devido a pandemia, intensificando a desigualdade da educação e interrompendo o ingresso em uma faculdade. Em suma, atenta-se a falta de uma educação mais qualificada.

Ademais, vale salientar a falta de comprometimento dos discentes, posto que isso influência diretamente no baixo rendimento educacional da sociedade. Segundo Isaac Newton, físico e teórico inglês de grande importância para os estudos das leis naturais, uma ação gera uma reação. Partindo desse pressuposto, entende-se que, com o intenso desinteresse dos alunos em supri o conhecimento que lhe são passados, mesmo a distância, e consequentemente, o pouco recurso da rede pública, as dificuldades enfrentadas para combater esses fatores, serão aumentadas. Bom exemplo disso são estudantes que entram em aulas online para mostrarem que estão presentes, mas desligam a câmera e vão fazer outras atividades que não possuem envolvimento escolar. Em síntese, observa-se a contribuição indiretamente dos indivíduos para o aumento da problemática.

Destarte, torna-se necessário efetuar ações holísticas para resolução desse empecilho. Dessa forma, compete ao ministério da Educação (MEC) - órgão do Governo Federal criado em 1930, logo após a chegada de Getúlio Vargas ao poder – promover a aprimoração de recursos públicos para que se haja uma rede mais compatível com a particular, sendo por meio de avaliação dos currículos dos profissionais, criar uma plataforma na qual consiga organizar todos os conteúdos necessários para o aluno ser aprovado em qualquer universidade, provando que o ensino público é compatível com qualquer outro. Além disso, cabe aos discentes a se comprometerem a realmente sugar desses recursos ao máximo, objetivando vencer a ignorância quanto ao saber, com isso, será possível minimizar os impactos da pandemia COVID-19 na educação pública, corroborando, assim para efetivação do Ideal Iluminista.