Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 07/01/2021
A Educação é a arma mais poderosa que pode ser usada para mudar o mundo, a frase é de Nelson Mandela e expõem o poderio dos meios educacionais. De fato, tal esfera da educação é um grande armamento contra a ignorância. Entretanto, com o advento da pandemia de coronavírus urge a necessidade de debate acerca dos impactos causados ao eixo estudantil. Nesse sentido, tal fase apenas constatou a realidade de muitas escolas, que com a falta de estrututura tecnologica para os novos tempos, e a falta de capacitação dos professores, enfrentam dificuldades para exercer seu papel educador. Tal realidade, ainda se soma a desigualdade de acesso à internet e seus aparatos por parte dos estudantes, tornando o cenário inconcebível merecendo um olhar de enfrentamento.
Em primeiro lugar, é importante saliente a enfraestrutura de instituições de ensino e seus profissionais. Diante disso, em um cenário inóspido causado pela Covid-19, as escolas públicas de localidades mais carentes enfrentam problemas de adaptação, por conta da falta de equipamentos tecnologicos adequados, prejudicando assim o processo de aprendizagem dos alunos. Além disso, os profissionais da linha de frente não tem formação adequada para lidar com meios tecnologicos, comprometendo o ensino a distância, que deveria ser uma ferramenta eficaz em tempos de isolamento social. Observa-se, portanto, a importância de estruturação adequada de todo o sistema educacional, a fim de se preparar para eventuais ‘‘surpresas’’, como foi o caso da pandemia.
Em segundo lugar, se somando a temática está o não acesso a aparatos tecnologicos básicos. Nesse contexto, o jornal G1 noticiou no inicio do ano o caso de vários alunos que estavam sem estudar, pois não tinha internet e celular para acessar as aulas onlines. Tal informação, é a realidade de estudantes das classes C e D, que geralmente tem uma renda per capita baixa e são moradores de periferias. Dessa meneira, a desiguldade também é um agente inibidor do desenvolvimento estudantil de parte da população, podendo prejudicar a esfera civil a curto, médio e longo prazo, causando seguelas irreversíveis e dificeis de reparar. Em resumo, nota-se que os ricos tem o privilégio de ter acesso ao conhecimento, enquanto os mais pobres ficam com as ‘‘migalhas do saber ‘’.
Diante dos fatos acima abordados, cabe ao Governo investir mais capital nos meios instituicionais de ensino, por meio de repasse de verbas aos Estados, a fim de dar o mínimo de estrutura e capacitação as escolas e seus mestres, proporcionando meios inteligentes de lidar com os novos tempos. Além disso, deve em parceria com as ONG’s e escolas proporcionar acesso a internet e aparatos tecnologicos, por meio de compra dos mesmos, combatendo em primeiro plano a desigualdade no acesso a esses, que são de suma importância para a aprendizagem em tempos de pendemia.