Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 08/01/2021
No ínicio desta pandemia, o impacto do novo coronavírus na educação foi muito debatido já que o Brasil é um país com uma alta desigualdade social e econômica, e o ensino remoto acentuaria ainda mais tais problemas já que ele seria diferente para alunos do sistema privado e público, visto que alunos do sistema público, em sua maioria, não têm acesso a computadores ou até mesmo a internet estável. Sem falar que muitos alunos do sistema público poderiam ter que trabalhar durante a pandemia para complementar a renda de sua fámilia.
Muitos programas educacionais como o Google Classroom funcionam melhor em computadores e laptops, aparelhos que, de acordo como IBGE, apenas 57% da população brasileira já utilizou. Tal software ajuda professores e alunos a melhor se organizarem, já que oferece um sistema de “salas” e murais virtuais que facilitam a organização de todos. Sem falar que também permite a postagem de materiais didáticos fornecidos pelos próprios professores. Tendo isto em conta, é notável que aqueles que estão em posse de um computador e que tenham acesso a internet de qualidade estão com uma vantagem em cima de alunos que não podem e/ou não conseguem acessar tais softwares.
Além disso, vale lembrar que nem todos os professores estavam preparados para esse “avanço” forçado, o que dificultou ainda mais a educação remota, com professores não sabendo ao certo como postar um vídeo em plataformas educacionais como a citada a cima, ou tendo dificuldades em corrigir trabalhos entregues pelos próprios alunos, atrasando o rumo das aulas.
Algo que poderia amenizar tais desigualdades seria uma PPP, parceria público-privada, do governo com alguma empresa que forneceria equipamentos como laptops para que escolas pudessem distribuir para seus alunos sem nenhum meio para acessar softwares educacionais e uma PPP com fornecedoras de internet para que tais empresas pudessem entregar um serviço de qualidade para as fámilias necessitadas.