Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 11/01/2021

No ano de 2020, a população global foi surpreendida por uma adversidade biológica que abalou o mundo todo. Um vírus que não só distanciou as pessoas uma das outras, mas também modificou a rotina de todos, o Coronavírus. As escolas inevitavelmente vieram a ser suspensas como forma de contenção à proliferação da doença, o que ocasionou diversos impactos negativos sobre a educação brasileira, como a saúde mental dos estudantes abalada pelo distanciamento social e a dificuldade ao acesso das aulas remotas devido à desigualdade ressaltada nos meios digitais.

Inicialmente, deve ser analisado a questão acerca dos problemas causados pelo isolamento que se faz necessário. De acordo com o psicólogo Maslow, as necessidade sociais são um dos pilares para se consquistar a autorealização - que diz respeito ao estado que o indivíduo está satisfeito com a vida, em outras palavras, está feliz. Sendo assim, os estudantes, por não saciarem tal requesito, acabam ficando estagnados e sofrem com uma série de distúrbios emocionais, como depressão ou ansiedade. Uma consequência que pode acarretar outras diversas complicações na vida adulta.

Além disso, cabe ressaltar a problemática a respeito da diferença sócio-econômica sobressaltada no ensino remoto. Baseado na Contituição Federal (CF) de 1988, todo cidadão brasileiro tem, por direito, garantia à educação, como também é igual a qualquer outro perante à lei. Entretanto, o que se observa atualmente no cenário educacional é a imensa desigualdade no que diz respeito à posse de ferramentas para o acesso às plataformas de Ensino à Distância (EAD). Uma aspecto inaceitável, que deve ter sua devida atenção pelas autoridades governamentais.

Urge, portanto, que ações sejam tomadas a respeito da temática abordada. Com o objetivo de diminuir a desigualdade abordada, o Ministério da Educação, juntamente com Ministério da Economia, deve promover um auxílio financeiro, por meio de um planejamento rigoroso, para os alunos de baixa renda que possuem dispositivos de acesso à internet. Para aqueles que não possuem, é necessário a distribuição de materiais educacionais diretos e claros. Dessa maneira, a educação, respaudada pela Constituição Federal, será mais efetiva em uma época que o mundo está lutando contra o Coronavírus.

No Brasil, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apenas 42% das classes “D” e “E” estão conectadas