Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 15/01/2021
A realidade brasileira acerca da educação é notoriamente marcada pela crescente desigualdade e fragilidade do setor. A precária estrutura pedagógica brasileira se tornou evidente na atual pandemia da COVID-19, situação na qual se exigiu uma nova forma de adaptação e compreensão sobre a educação. No entanto, ao longo dos anos, a educação no Brasil perdeu seu carater político-social e adotou práticas econômicas que previlegiam seu âmbito comercial.
Com isso, observa-se que no cenário nacional o aumento incessante da desigualdade social ocorre devido à tenuosa diferença entre os sistemas público e privado de educação. O fechamento das escolas e o ensino a distância forçou o mundo a se adaptar as formas digitais de comunicação e aprendizado, mas a inexistência de políticas públicas de acesso a internet de modo igualitário no Brasil e a falta de investimentos para a capacitação de professores demonstrou o grande atraso do Brasil no quesito educação, que de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apenas 42% das classes ‘‘D’’ e ‘‘E’’ possuem conexão a internet.
Paralelamente ao quesito desigualdade, as relações de convívio social foram severamente abalados pelo distanciamento social aderido. É notório que nas escolas, as relações sociais são essenciais para o desenvolvimento social do indivíduo, características como: empatia, humildade, dedicação e afeto são primordialmente desenvolvidos tanto em domicílio quanto no âmbito escolar. No entanto, as diversidades encontradas em cada residência impossibilita a democratização desses conhecimentos, poís é evidente que não são todos os reponsáveis que possuem a capacidade e oportunidade de fornecerem os auxílios necessários.
Portanto, é fundamental que o Governo Federal em parceria com a iniciativa privada auxiliem os mais necessitados e prejudicados pela pandemia de COVID-19 com incentivos econômicos e fiscais, estimulem a perpetuação do estudo em domicílio através de propagandas nos canais televisivos e por rádio, além de utilizar os canais públicos de televisão para a transmissão de vídeo-aulas a fim de qualificar o manejo e a proporção de estudantes com a possibilidade de estudo no decorrrer da pandemia.