Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 26/01/2021
Durante a gripe espanhola,doença pandêmica que dizimou um quarto da população mundial,a fim de garantir a segurança dos alunos,as escolas foram fechadas. De mandeira análoga,embora em períodos históricos distintos,atualmente fez-se necessário a mesma medida visando à redução no número de casos de COVID19 no Brasil. Assim,deve-se avaliar de mandeira racional e coesa os impactos da pandemia na educação brasileira.
Nessa perspectiva,ressalta-se o pensamento do filósofofo contratualista Thomas Hobbes,que disserta sobre o papel do Estado e afirma que quando o Poder Público está ausente o caos se torna inevitável na sociedade. Diante do exposto, constata-se a inadvertência estatal ao avaliar as inúmeras deficiências no campo educacional no Brasil,que são maximizadas devido a atual conjuntura.Dessa forma,a ausência de investimentos tecnológicos,a ausência de capacitação profissional e a ausência na estrutura física escolar são claros exemplos da negligência do Estado no que tange a área educacional.
Outrossim,uma tentativa de recuperar o ano letivo nas escolas foi o ensino remoto,no qual depende diretamente de investimentos tecnológicos,de acesso à internet e de aparelhos específicos para o seu funcionamento.No entanto,de acordo com dados do IBGE,1 em cada 4 brasileiros não tem acesso a internet,assim,ausência de ferramentas cruciais para o bom funcionamento desse serviço compromete o acesso à essas aulas aos estudantes de baixa renda. Nesse cenário,observa-se que o principal impacto da pandemia na educação brasileira,a longo prazo,será potencializar as desigualdades sociais.
Portanto,o Estado,haja vista ser o principal ator social,deverá se empenhar em criar políticas públicas efetivas e abrangentes,por meio da parceria com o Ministério da Educação visando à redução dos impactos causados pela pandemia na educação brasileira.E,como o Estado durante a gripe espanhola,prezar pela segurança e amparo aos estudantes.