Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 26/02/2021

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), a pandemia da COVID-19 já impactou os estudos de mais de 1,5 bilhão de estudantes em 188 países (cerca de 91% do total de estudantes no planeta). O ponto principal é a falta de preparação de escolas, professores e alunos. Poucas pessoas imaginariam que a pandemia seria comparável à proporção alcançada pela COVID-19 nos últimos 11 meses. Como resultado, poucas organizações estão preparadas para lidar com as consequências naturais da distância e dos cuidados como: uso de máscara, uso frequente do álcool em gel…

Há um alto desgaste em ambos os lados desse processo do ensino remoto. Essa nova demanda e o trabalho em casa sobrecarregaram os familiares e responsáveis, teve também o desgaste emocional, físico e psicológico da parte dos adolescentes. Pais e mães agora têm uma melhor compreensão da aprendizagem dos alunos.

Apesar de alguns obstáculos, o balanço da quarentena pode e deve ser positivo. Afinal, todos desejam e buscam a melhor educação para crianças e jovens, por isso precisamos prevalecer o respeito, a humildade e compreensão.

Segundo levantamento do IBGE, apenas 57% da população do Brasil possui computadores que rodam os softwares mais atualizados. Outro estudo realizado em 2018, “Pesquisa Domiciliar de TIC” apontou que mais de 30% dos lares brasileiros não conseguem acessar a Internet, o que é fundamental para os serviços de educação a distância. Com isso é inevitável a falta de acesso à educação de qualidade e a falta de igualdade relacionada ao acesso à educação básica, que é ainda maior do que o déficit de aprendizagem enfrentado por alunos de escolas públicas e privadas.