Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 26/02/2021
A Constituição Federal Brasileira, promulgada em 1988, garante, em seu artigo sexto, uma série de direitos sociais. Dentre eles, está o direito à educação, juntamente com todos os elementos que o permeiam. No entanto, apesar de tal garantia, o que se percebe, na sociedade brasileira atual, é a não aplicação desse direito na prática, visto que os impactos da pandemia no sistema de ensino vêm fazendo com que a educação ocorra de maneira desigual entre a população. Isso ocorre principalmente pela presença de uma forte desigualdade social no país e também por falta de políticas públicas.
Em primeiro plano, vale destacar que, a desigualdade social não é um problema recente no Brasil. Desde sua colonização em 1500, uma pequena parcela da população goza de benefícios e tem seus direitos garantidos, enquanto a outra, com menos vantagem econômica, acaba sendo deixada de lado. Isso acaba por refletir em várias esferas da sociedade, inclusive, na da educação. Prova disso são as escolas privadas, que diferente das públicas, estão usando a internet como recurso à seu favor. Assim, o despreparo do Ministério da Educação em levar recursos online, como acesso a internet, para realização das aulas nas comunidades, está fazendo da educação um elemento segregacionista, o que não pode ser tolerado de forma alguma.
Em segundo plano, vale ressaltar que, o abalo à saúde mental dos jovens, em decorrência da pandemia, certamente acabou afetando o desempenho escolar. Conforme apontam pesquisas feitas pelo G1 da globo, o percentual de alunos desmotivados em estudar na pandemia chegou a 54%. Isso porque houve uma drástica mudança em suas rotinas e muitos ainda estão em fase de adaptação. Conforme consta o artigo 196 da Constituição Federal, a saúde é direito de todos e dever do estado. Sendo assim, a qualidade da saúde mental da população jovem, principalmente em casos como esse, não deixa de ser um compromisso da autoridade. Sendo assim, é necessário que os estudantes tenham acesso à profissionais qualificados para que o futuro da nação não seja comprometido.
Sob tal ótica, é fulcral a luta pela redução dos impasses. A fim de resolver o problema, o Ministério da Educação, por meio de verbas públicas, deve oferecer técnologia e os recursos necessários para que os jovens das comunidades e periferias tenham a mesma qualidade de ensino que aqueles das escolas particulares. Dessa forma, todos poderiam ter acesso à esse recurso, não só uma parcela da sociedade. Paralelo a isso, o governo, por meio de investimento no setor de saúde, deve oferecer à população mais jovem tratamento gratuíto com piscicólogos especializados na área escolar. Assim, com a garantia dos direitos estabelecidos na Constituição Federal, a educação sofrerá menos impacto e a deixará de ser um elemento de segregação na atualidade.