Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 16/03/2021
Ensino e pandemia
Nos dias atuais, vivemos a pandemia do covid-19, que fez milhares de estudantes pararem de ir a escola, de uma forma abrupta. Países mais desenvolvidos e com menos desigualdades sociais, se adaptaram bem mais rápido ao ensino a distância. Provavelmente nestes países, os impactos do fechamento das escolas, serão poucos ou quase nada, em relação a matérias e o acesso dos alunos à elas.
Há vários pontos positivos do ead, o tempo ganho por não precisar se direcionar até o local, a disponibilidade das aulas gravadas, a facilidade em assistir novamente ao conteúdo, as diferentes formas de ensinar usando métodos que facilitam o entendimento. Mas no momento em que vivemos os pontos negativos chamam mais atenção, pois, no Brasil, cerca de 40% de estudantes da rede pública, não tem acesso a celulares, computadores ou tablets em casa, e consequentemente, não conseguem participar do ensino remoto. Nas escolas particulares chegam a 9% o número de alunos que não tem acesso ao mesmo.
Sem contar pessoas que não tem acesso a internet, ou não tem acesso a comida o suficiente para se manter durante as aulas, já que muitos dependem da merenda escolar como uma das suas refeições principais. Assim, Crianças sozinhas em casa, sem merenda, sem internet e sem saúde mental, este último se encaixa em todas as classes sociais visto o aumento de mortes entre jovens com overdoses, suícidios, ansiedades, crises, e ainda problemas com alcoolismo e uso excessivo de rémedios.
Portanto, o governo deveria reavaliar o conceito de serviços essenciais. Escolas deveriam estar funcionado de forma hibrída desde o inicio da pandemia. Computadores, chips ou redes de internet deveriam ser proporcionados a quem não tem acesso a estes, e consequentemente uma maior facilidade para comunição, entre psicólogos e alunos .
Aqui fica o questionamento, o contágio é maior nas escolas, ou na frota de onibus e metrôs, onde nenhuma medida foi tomada até agora?