Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 22/03/2021
Embora a constituição Federal de 1988 assegure acesso à educação como direito de todos os cidadãos, percebe-se que na atual sociedade brasileira, diante da COVID-19, não ha cumprimento dessa garantia. Com isso, faz-se necessário falar sobre as desigualdades entre sistemas públicos e privados, e como a educação na pandemia tem afetado mentalmente os estudantes.
Em primeiro lugar, é valido reconhecer como atualmente a educação tem sido limitada e desigual. De acordo com o estudo lançado pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), mais de 5 milhões de crianças não tiveram atividades escolares em 2020. Enquanto alunos de escolas particulares aprendem por meio de diversos recursos e planejamentos, como videoaulas ao vivo ou vídeos gravados, envio de tarefas e mentoria, muitos estudantes de escola pública sequer tem acesso à internet. Logo, muitos perdem o vínculo com a escola e agravam o aumento de casos de abandono as atividades escolares por não terem acesso ou estimulo adequado.
Em segundo lugar, a saúde mental tem sido muito afetada. Segundo Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele, porém nos dias de hoje a educação tem trago além de dificuldades, a ansiedade, medo, tristeza, angustia e a insegurança de um futuro. Além disso, a mudança de rotina e o cenário atual em que estamos vivendo tem sido colaborador para despertar gatilhos e incertezas nos estudantes.
Portanto, apesar dos grandes desafios, acredita-se que os problemas possam ser diminuídos. Logo, o Ministério da educação em parceria com a mídia, deve promover lives ao vivo nas redes sociais, juntamente com professores e psicólogos que incentivem e ajudem os estudantes. O governo também deve investir em mais projetos e ONGs que visam ajudar os estudantes que nao tem acesso, com algum tipo de eletrônico para auxilio nos estudos, e além disso, disponibilizar materiais didáticos gratuitos para quem nao tem internet, poder estudar de alguma forma. Espera-se assim que, os impactos causados pela pandemia na educação possam ser reversíveis.