Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 26/03/2021
A pandemia do Covid-19 forçou diversas mudanças nos hábitos da população contemporânea, criando-se, assim, ao longo do tempo, o chamado “novo normal”. Nesse contexto, instituições educacionais foram as primeiras a terem que se adaptar a essa nova lógica, tendo que estabelecer medidas para promover a educação a todos virtualmente. Entretanto, pelo que se observa , essa adaptação não tem sido efetiva, pois grande parte dos alunos não possuem acesso à internet e os professores enfrentam dificuldades em promover as aulas e os conteúdos.
De início, cabe pontuar que no Brasil diversos jovens e crianças de classe baixa não têm disponibilidade de internet nas suas residências, o que torna inviável o acesso à educação online. Conforme é evidenciado na pesquisa da ( PNAD Contínua TIC), de 2018, cerca de 47 milhões de pessoas com 10 anos ou mais não tem acesso à internet no país, diante desse cenário é notório que os alunos de unidades públicas que estão inseridos nesse levantamento são preujudicados educacionalmente. Tendo em vista, que todas as aulas estão sendo aplicadas, sem levar em consideração as desigualdades tecnológicas existentes. Logo, esses discentes são privados da obtenção de conhecimentos.
Além disso, a didática dos professores de escolas públicas tem sido afetada, haja vista que não existe aparatos tecnológicos para auxiliá-los na organização dos conteúdos para serem lecionados aos alunos. Tal cojuntura é potencializada devido a inadiplência do governo em criar mecanísmos práticos como aplicativos que contenham todos os materiais necessários. Dessa forma, o dever paltado na Constituição Federal de 1988, o direito a educação inclusiva e de qualidade, não é aplicado na realidade.
Torna-se claro, portanto, a necessidade de ações que atenuem os impactos da pandemia na educação brasileira. Para que isso ocorra o governo em parceria com as escolas, deve acolher todos os jovens e crianças que não têm acesso tecnológico e criar horários específicos para que esses alunos possam ir na escola presencialmente, respeitando as medidas de distânciamento, para receberem aulas, a fim de diminuir as desigualdades. É preciso também que o Ministério da Educação crie um aplicativo escolar que seja prático e simples, para que se torne mais facil para os doscentes lecionar as disciplinas. Assim os direitos da Constituição Cidadã serão cumpridos e adaptação ao novo normal será eficiente.