Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 01/04/2021
No ano de 2020, o mundo inteiro foi surpreendido por um vírus altamente contagioso e perigoso, o que forçou muitos comércios e instituições a fechar suas portas. Com as escolas não foi diferente. Não podendo realizar atividades presenciais, todo o mundo teve que aprender a realizar o ensino de forma remota, o que deixou evidente a desigualdade presente no Brasil. Muitos alunos não têm a estrutura necessária para acompanhar as aulas online, seja pela falta de acesso a internet ou até mesmo pelos transtornos de ansiedade e depressão causados pelo isolamento social.
Esses problemas psicológicos podem surgir nos estudantes por conta da grande quantidade de tarefas que têm que cumprir. Muitas vezes, o corpo docente passa atividades demais para serem resolvidas, o que acaba os sobrecarregando. Muitos professores não compreendem os alunos e dizem que, entre aula online e presencial, não muda nada, e que eles devem dar conta do número de tarefas, o que contribuí bastante para esse problema, já que, mesmo tentando conversar com suas escolas sobre o tanto de lições que têm a realizar, além das tarefas não acadêmicas, não são escutados. Seus argumentos podem ser de que a quantidade de lição é a mesma de quando as aulas eram presenciais, porém, a escola é um ambiente diferente de casa, onde todos socializam e estão cara a cara com o professor. Por isso, é muito comum se sentir sozinho ou ansioso realizando as atividades sem pessoas ao seu redor e sem o professor para orientar.
Além disso, temos crianças que nem têm acesso a internet, e, por isso, não podem participar das aulas a distância. Isso prejudica ainda mais a vida dessas pessoas, que, muitas vezes, já vivem em condições precárias, tendo uma desvantagem em relação aos estudantes que têm mais condições financeiras, e ficarão ainda mais para trás agora que não podem ter aulas. As vezes, alguns podem até ter acesso a internet, mas de forma limitada ou utilizando somente o celular, o que pode causar uma aprendizagem inferior àquelas dos que tem condições de ter um computador, já que os programas, tanto de reuniões remotas, como os que são especificamente de aprendizagem, são desenvolvidos para computador, e apenas adaptados para o celular.
Como se pode ver, esses problemas são graves, e, para resolve-los, o Ministério da Educação poderia conscientizar a direção das escolas, através de comunicados e da mídia, a ouvir mais os problemas dos alunos e ser mais leves com eles nesse momento difícil, o que diminuiria os casos de ansiedade e depressão. Já para as pessoas sem acesso a internet, o governo podia desenvolver um projeto para levar essa tecnologia a pessoas sem condições, podendo até mesmo ajudá-los em outros aspectos. Enquanto isso não acontecer, a formação dos alunos pode ser prejudicada permanentemente.