Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 16/04/2021
De acordo com o filósofo Immanuel Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Dessa maneira, alguns alunos devido aos impactos da pandemia, sofrem com o déficit educacional, que é um reflexo da atual situação passada pelo país e que é agravada com a desigualdade socioeconômica que existe na sociedade.
Em primeira análise, percebe-se que a grave situação atual, resultou numa alteração na forma de ensino, o que afeta diferentemente as classes sociais. Desse modo, a modalidade a distância (EAD), traz consigo a deficiência de acesso por parte dos estudantes, visto que cerca de 46 milhões de brasileiros não têm essa possibilidade, por causas de falta de aparelhos ou acesso aos planos de internet, como afirma o IBGE. Por isso, fica evidente a discrepância social que hostiliza seriamente a formação educacional dessa população.
Além disso, o ambiente familiar implica na forma como o estudante se empenha no desenvolvimento da formação. Dessa forma, o aumento do número de desempregados na pandemia acarreta problemas nesse caso, porque muitos estudantes deixam seus estudos para ajudar em sua moradia, procurando emprego, como mostra dados do Pnad(Pesquisa nacional de amostra de domicílios), em que esses abandonos chegam a 20% dos alunos. Portanto, os domicílios sem uma base, trazem grandes degradações para a formação educacional.
Em síntese disso, a problemática se mostra pertinente e necessita de ser combatida. Logo, o MEC deve trabalhar para democratizar o acesso educacional, por meio do financiamento da disponibilização de internet para os estudantes e com usufruto de plataformas de ensino de qualidade, melhorando a educação recebida. Outrossim, com a web disponibilizada, os familiares dos estudantes poderiam usá-la para procurar novas oportunidades de emprego, o que resultaria numa redução da evasão escolar, menor discrepância socioeducacional e com resultados num curto espaço de tempo.