Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 20/04/2021

A pandemia da Gripe Espanhola, no século XX, não apenas teve como consequência a contaminação de um quarto da população mundial, mas também, o isolamento social acarretou na perda do ano letivo. Em situação análoga, a conjuntura emergencial causada pela pandemia do Coronavírus, exigiu, da mesma forma, o isolamento social, assim as escolas foram fechadas e o método do ensino à distância foi adotado, todavia, a segregação do aluno com o ambiente escolar pode causar consequências negativas. Logo, faz-se necessário o debate a respeito dos impactos da pandemia na educação brasileira.

Em primeiro plano, cabe salientar que devido a Revolução tecnológica-informacional da contemporaneidade, foi possível inserir o ensino à distância como medida emergergêncial, através do uso de tecnologias que permite a comunicação entre educadores e educandos, logo, em tese, os prejuízoas à educação seriam contidos . Todavia, o ensino à distância é excludente, uma vez que apenas  42% das classes “D” e “E”, que são as mais vulneráveis economicamente, possuem acesso à internet, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Dessa forma, apenas uma parcela dos estudantes brasileiros consegue se conectar com os professores, consequêntemente, a desigualdade educacional agravar-se-ia no contexto socio-econômico brasileiro, uma vez que os mais prejudicados são das classes inferiores economicamente.

Outrossim, a dissemelhança entre os recursos providos pelos colégios particulares e as escolas públicas na pandemia evidenciam o cenário de agravamento da desigualdade educacional, além de que os colégios obtiveram mais agilidade no processo de adaptação do seu ensino ao remoto, o que torna-se problemático, já que apenas 18% dos estudantes estão em rede privada, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais. Ademais, a dificuldade de adaptação aos meios digitais de ensino dos educadores, juntamente com a excasses de materiais adequados, deteriorou as dificuldades já enfrentadas no ensino à distância.

Portanto, para resolver o impasse, o Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da Econômia, devem realizar investimentos emergenciais no âmbito educacional, no qual visa mitigar os danos causados na educação pela pandemia e a desigualdade educacional em agravamento, através da capacitação dos professores para lecionarem à distância, por meio de cursos virtuais e, aos alunos, a distribuição de aparelhos tecnológicos aos que necessitam, a fim de obter acesso às aulas online e livros didáticos àqueles que não possuírem acesso à internet. Dessa maneira, é possível reduzir os impactos causados pela pandemia na educação brasileira.