Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 21/04/2021
A humanidade se viu diante de um novo vírus no ano de 2020, o SARS-CoV-2, e se tornou incontestável os seus impactos na educação brasileira, visto que a sociedade teve que se reprogramar para uma nova forma de vida e, consequentemente, o sistema educacional também sofreu essas mudanças, contudo, essas modificações emergenciais foram caóticas, pois as desigualdades entre as escolares particulares e públicas foi evidente, além do despreparo dos profissionais da área ao novo modelo de ensino e o ingresso do EAD, que causaram uma balbúrdia na organização governamental.
Faz-se necessário apontar que a Educação a Distância é uma modalidade de ensino por meio tecnológico, em que o aluno não precisa comparecer fisicamente a um determinado local, e visando o bem-estar dos cidadãos, o governo adotou esse modelo para as escolas em tempo de pandemia, todavia, analisando antigas situações pandêmicas, tal como a gripe espanhola de 1918, em que a educação foi interrompida durante todo o processo, é visível o avanço da sociedade, entretanto, a inserção desse novo método deixou a desejar, já que os problemas de logística enfrentados pelas escolas permitem que a solução para o conflito se torne um prejuízo para os discentes.
Ademais, a adaptação dos professores e alunos à nova metodologia foi progressiva, consoante ao fato de que os mesmos estavam despreparados para o ocorrido, porém, a queda da qualidade do ensino no Brasil é um eufemismo, considerando que o país se encontra na posição 413 no teste do PISA, realizado pelo INEP, que indica a qualidade internacional de educação, no entanto, mesmo com o esforço para uma adequação, buscando plataformas e estratégias inovadoras, o sistema educacional brasileiro ainda se encontra em um estado degradante perante ao caos que se instaurou no mundo.
De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, apenas 42% das classes “D” e “E” possuem o acesso à internet, tornando inquestionável a desigualdade sobre o ensino a distância, uma vez que os alunos de escolas particulares tornam-se superiores aos que estudam em escolas públicas, em virtude de que as classes mais pobres se encontram desprovidas dos equipamentos necessários para a educação contemporânea, aumentando a incapacidade das redes públicas, permitindo um desnivelamento diante dos vestibulares e concursos futuros.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação disponibilizar recursos para um melhor desenvolvimento do EAD, como livros didáticos e de literatura internacional, para que o estudante aprenda e se divirta nos tempos de quarentena, além de orientar os professores a planejarem um roteiro de estudos e atividades complementares diversificadas, com a intenção de facilitar o aprendizado nesses tempos difíceis, a fim de que a educação não seja negligenciada, mas adaptada para o cenário atual.