Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 24/04/2021
Com a pandemia do novo coronavírus, o isolamento social repentino e a interrupção das aulas presenciais, fez-se necessário adotar o ensino a distância (EAD). Todavia, o Brasil é um país de desigualdades e com o cenário pandêmico mostrou-se a exclusão de certas classes sociais quanto ao ensino digital. Portanto, é necessário analisar a situação para entender esse quadro.
Em primeiro lugar, esse modo de ensino não é democratizado, já que nem todos possuem acesso. De acordo com pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018, 30% dos brasileiros não tinham acesso à internet. Entende-se que essa porcentagem é representada pela classe baixa do país, a qual tem como a esperança, a educação melhorar sua vida. Contundo, mediante essa perspectiva exclui tanto escolas quanto EAD, como opções para aprender.
De acordo com Pierre Bordieu, sociólogo francês, uma classe social não se define apenas por sua renda, mas também pelo “habitus” associada à ela, ou seja, as necessidades que o dinheiro consegue comprar. Por consequência o EAD não se faz presente na maioria das escolas públicas do Brasil, ele vem se tornando um privilégio somente de escolas privadas, sendo assim está sendo mais uma vantagem das elites.
Visto isso, medidas precisam ser tomadas para amenizar as diferenças sobre esse ensino. Para isso, cabe ao Ministério da Educação criar um serviço para aulas, sendo totalmente gratuito e podendo atender a rede pública. Bem como, é preciso identificar os alunos que não possuem acesso à internet para fornecer-lhes livros e auxiliar no ensino. Assim, espera-se que o ensino digital seja uma realidade de todos no país.