Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 26/04/2021

Em seu livro “Utopia”, Thomas More - escritor e humanista do século XVI - descreve uma ilha imaginária, com uma sociedade ideal, tendo como objetivo o contraste com a realidade conflituosa de sua época. Hodiernamente, o conceito estabelecido pela obra literária remete à contemporaneidade, na qual a educação por vias de realidade digital durante a pandemia da Covid-19 contribui para o distanciamento de uma coletividade ideal. Sendo assim, não só o fator financeiro dos estudantes como também o descaso governamental geram impactos na problemática.

Vale ressaltar, de início, que a desigualdade social tem um grande impacto econômico na sociedade refletindo também nos estudantes. De acordo com o pensamento de Nelson Mandela apenas a educação é capaz de mudar o mundo, sendo assim de extrema importância. Contudo é evidente que nem todos tem condição para bancar os custos de uma educação digital, limitando esses jovens o acesso ao EaD (ensino a distância). Ilustra-se tal ideia durante a pandemia visto que os estudantes tiveram que ficar em casa e grande parte deles não possuía meios imprescindíveis para a comunicação aluno e professor, como por exemplo internet e computador. Logo, a desigualdade é um mal a ser combatido em todo território nacional.

Concomitantemente, a política pública do Estado é falha e está entre as razões para a persistência da problemática. Consoante ao artigo 205 da Constituição Federal de 1988, a educação é um direito de todos, sendo um dever do Estado o incentivo para o pleno desenvolvimento do indivíduo. Entretanto, é visto que faltam medidas efetivas por parte das autoridades que desenvolvam a infraestrutura necessária durante a pandemia para o pleno desenvolvimento de todos, com incentivo à tecnologias para que o cenário conturbado se modifique e deixe de ser um modelo ultrapassado e rotineiro. Eventualmente, não apresentada melhora será necessario uma recuperação de aprendizagem para compensar aqueles que não tiveram acesso. Com isso em mente, os direitos constitucionais previstos no artigo 205 da carta Magna permanecem somente no papel.

Em suma, cabe ao Estado, em parceria com Ministérios, como o da Educação, promoverem investimentos na melhoria das estruturas e recursos, visando melhor proveito dos alunos e professores através da criação de leis que incentivem maior preparo a aqueles que vivem essa realidade todos os dias a fim de criar-se uma melhor qualidade educacional a distância mostrando essa como o caminho para o desenvolvimento. Assim, como proposto por Thomas More, a sociedade atingirá uma coletividade ideal