Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 20/05/2021

Desde o Iluminismo, entende-se que a sociedade só evolui com o uso da razão. Todavia, quando se observa os impactos da pandemia do Covid-19 na educação brasileira, verifica-se que esse ideal é constatado na teoria e não desejável na prática. Nesse sentido, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

Consoante dados da PNUD (Programa das Nações Unidas), o Brasil é o sétimo país mais desigual do mundo. Desse modo, a forte desigualdade social que reside no país potencializa a crise do sistema educacional, uma vez que a ausência de recursos para investir no ensino a distância prejudica a formação de futuros cidadãos. Nessa perspectiva, com o ano letivo prejudicado dos estudantes de escolas públicas, faz-se necessário uma formulação na postura estatal.

Convém ressaltar, a princípio, a falta de capacitação dos profissionais nos colégios como um impulsionador deste empecilho. No artigo 6° da Constituição Federal, garante o direito a uma educação de qualidade a todos os indivíduos. No entanto, o que se verifica, na realidade, é um cenário de desamparo dos trabalhadores desta área, o que demonstra a insuficiência legislativa.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Logo, cabe ao Ministério da Educação aliado às empresas de tcnologia, por meio de uma parceria público-privada, fazer um barateamento de recursos tecnológicos para os alunos e funcionários de escolas públicas com o intuito de dar mais acesso a internet para áreas periféricas e tornar mais viável oferecer cursos on-line para os pedagogos dessas instituições. A partir dessas ações, espera-se promover uma evolução na capacidade de ensino dos professores e de aprendizado dos alunos durante a pandemia do Covid-19.