Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 27/04/2021
Segundo a citação de Arthur Lewis, economista britânico e primeiro homem negro a ganhar o prêmio Nobel em uma categoria diferente da paz, “Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido ”. Nesse contexto, é possível inserir o atual momento pandêmico como forma de explicar a renovação repentina ocorrida no meio educacional. É inegável, que com a chegada da covid-19 diversas situações tiveram que ser adaptadas, principalmente entre escola e alunos. Com o difícil acesso à internet no Brasil, muitas famílias e professores precisaram se adaptar a nova forma de ensino, a qual a sociedade brasileira nunca havia enfrentado.
Indubitavelmente a internet é um meio de comunicação muito eficaz, que trouxe grandes possibilidades e facilidade resumida à ponta dos dedos. Todavia, o território brasileiro ainda enfrenta dificuldades quanto ao acesso à tecnologia num todo, principalmente depois da chegada do corona vírus. “Enquanto redes e alunos com mais estrutura avançaram (mesmo que com percalços) no ensino remoto, uma parcela dos alunos e locais mais carentes não conseguiu se manter conectada e foi perdendo tanto conteúdo quanto entusiasmo pelos estudos.” afirma uma reportagem realizada pela BBC News Brasil. Por pouco não houve uma interrupção geral do ensino no país. Afinal, a maioria dos brasileiros nunca teve contato com esse tipo de realidade que é totalmente diferente das aulas presenciais, tirando a integração social vivida no ambiente escolar.
Conseguinte à isso, é possível notar que há uma clara deficiência do sistema de educação brasileiro, que teve de ser enfrentada por alunos e professores, e também pelos pais e/ou responsáveis. Segundo Claudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovações em Políticas Educacionais (Ceipe) da FGV, “o Brasil não tem direito, como a maior economia do mundo, a ter expectativas baixas quanto a suas escolas”. Apesar de escolas particulares terem se empenhado consideravelmente para manter o nível de estudo parecido com o presencial, o ensino público foi muito prejudicado pelo fato de a maioria de seus alunos não terem o devido acesso à internet. A reportagem já mencionada do canal BBC News Brasil, afirma que “quase 1 em cada 5 estudantes da rede pública não fizeram atividades remotas da escola” além de que “39% dos estudantes de escolas públicas urbanas não têm computador ou tablet em casa”
Em suma, é dever do governo juntamente ao Ministério da Educação (MEC) desenvolver técnicas para o melhor acesso de alunos e professores da rede pública, fazendo com que o ensino se mantenha adequado e justo. Além disso, é necessário que sejam medidas em relação à baixa qualidade da rede de internet brasileira também pelo governo, para que nenhuma classe social fique prejudicada.