Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 29/04/2021
É um fato dizer que a realidade mundial mudou completamente com a chegada do novo coronavírus. Nesse sentido, muitos setores da gestão brasileira precisaram se encaixar no novo “normal”, a exemplo do sistema educacional, que aprensentou muitas barreiras, sendo elas a desigualdade tecnológica e a precariedade do sistema padagogo.
Primeiramente, a pandemia evidenciou a disparidade tecnológica existente no Brasil. Isso porque, com o fechamento das escolas, os alunos tiveram que se adaptar à educação online. Com isso, muitos não puderam participar das aulas, principalmente a classe baixa, por não terem acesso à Internet ou a um aparelho eletrônico, o que intensifica a desproporção de oportunidades entre as classe sociais, como a qualificação profissional. Só para ilustrar, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, mais de 60% das classe mais baixas não têm acesso à Internet.
Além disso, o isolamento social expôs a deficiência da organização pedagoga brasileira. Sob esse aspecto, os professores tiveram que reinventar as didáticas utilizadas nas aulas, visto que o ensino tornou-se inteiramente virtual. Devido a isso, muitos obtiveram dificuldades de se adaptar, pois o sistema educacional apresenta muitos obstáculos, como a falta de investimentos e as desigualdades socioeconômicas entre os estudantes, o que prejudica o profissional da educação a levar o ensino a todos de forma igual. Desse modo, os dois lados acabam prejudicados pela instabilidade da educação, o educador e o educando.
Portanto, a educação brasileira tem como impactos, na pandemia, a disparidade socioeconômica dos alunos, bem como o ensino instável. Dessa forma, é necessário que órgãos reguladores, como o Ministério da Educação, criem um projeto de inclusão estudantil, por meio da distribuição de materiais didáticos e de computadores com manuais, possibilitando o acesso pela população civil, em especial a mais carente. E que reformulem melhor o ensino, por meio de uma nova pedagogia e de novos materiais, de acordo com as necessidades existentes. A apartir disso, os estudantes poderão ter acesso à educação de forma mais igualitária e justa e também os professores terão mais facilidade de modular o ensino e saberão adaptar a novas realidades. Assim, o Brasil terá menos consequências ao passar por uma pandemia.