Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 11/05/2021

A crise sanitária fomentada em 2020 pelo vírus COVID-19 exigiu medidas profiláticas extremas,dentre as quais destaca-se o isolamento social e interrupção de atividades laborais corriqueiras.Não obstante,o setor educacional foi acometido por tranformações drásticas,   a título de exemplo,a adoção do Ensino a distância-EAD.No entanto,em virtude da urgência,deficiências estruturais do corpo social,como abismos sociais,foram desconsiderados e apresentam-se prejudiciais à dinâmica pedagógica contemporânea.

O ensino remoto é,indubitavelmente, solução milagrosa à parcela socialmente privilegiada da comunidade, uma vez que,acesso aos  meios  e recursos encontra-se viável para tal.Contudo,afirmar homogeneidade da condição de vida populacional é,de acordo com a obra Subcidadania Brasileira de Jesse Souza,negligenciar desigualdades basais da sociedade.Outrossim,discrepâncias acadêmicas manifestam-se através da inacessibilidade de estudantes menos favorecidos à direitos sociais básicos,devido a  inúmeros  fatores,como a precareidade na infraestrutura   familiar e carência de recursos materiais.

Conjunturalmente à inaplicabilidade do sistema educacional adotado amplamente na realidade pandêmica,a elitização do conhecimento progride de forma alarmante.Sob esse viés,o pensador Karl Marx afirma a construção de um sistema educacional excludente e privatista,cujo intento  se dá na perpetuação das classes sociais e hierarquização popular.

Diante do exposto,evidencia-se a crucialidade da intervenção do MEC-Ministério da Educação- apoiado financeiramente pelo Estado,através de medidas legais que supram a defasagem educacional causada pela realidade pandêmica.Notadamente respaldadas na gratuidade de plataformas e materiais pedagógicos,além da disponibilização de recursos estatais à infraestrutura pública de ensino,tais alterações projetam crescente amenização de diferenças socioculturais e inferiorização educacional de indivíduos menos abastados.