Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 18/05/2021
Em 2019, com advento da pandemia do COVID-19, o ensino teve que se adaptar a um novo modelo de educação a distância que gerou sérios danos à aprendizagem. Apesar da tecnologia ter sido de extrema importância para continuidade das aulas, essa também favoreceu a desigualdade social no país, além de se tornar uma dificuldade na adaptação de alunos e professores. Dessa maneira, com índices de queda na compreensão e motivação escolar, faz-se necessária a ação governamental para analisar os pretextos deste cenário e apresentar imediata solução.
Nesse viés, cabe abordar o desproporcional acesso a internet entre estudantes de classe alta e baixa. Segundo a Constituição Brasileira de 1988, artigo 205, é direito do cidadão um ensino de qualidade e dever do Estado proporcioná-lo. Deste modo, rompe-se com está legislação, visto que durante um quadro de suspensão das aulas, em razão da necessidade de isolamento social, não houveram medidas para inserir crianças pobres ao novo ensino digital. Isto ocorro porque o histórico educacional público no Brasil é marcado pelo escasso financiamento estatal. Por consequinte, a falta de verba não permitiu uma distribuição de celulares para famílias desprovidas de acesso à rede, logo, seus filhos não tiveram aulas e perderam um ano de aprendizagem.
Ademais, outro fator à destacar é a dificuldade de adaptação às plataformas de ensino, que gerou uma desmotivação dos alunos. Percebe-se, devido a uma educação conteudista enraizada, - segundo o fílosofo e escrito Paulo Freire - ,a falta de autonomia dos alunos, que não conseguiram se encaixar no modelo de aulas com ausência do professor, ainda que, com diversos vídeos guiados e materiais escritos. Assim, tendo como resultado um taxa de queda para 49,7% de aprendizado e apenas 33,4% de realizações de tarefas, conforme dados da Fundação Carlos Chagas.
Portanto, com intuito de melhorar os colégios públicos e de inserção das classes desfavorecidas, cabe ao Ministério da Educação, juntamente as redes privadas de ensino, o financiamento de tablets e celulares para distribuição em periferias, além de fornecer o auxilio para o manuseio do aparelho, de forma a descartar dúvidas sobre como assistir as aulas e proporcionar uma educação igualitária ,conforme é de seu direito. Outrossim, compete aos professores e as devidas Secretárias de Educação, a mudança no molde atual de ensino memorizado, através da pedagogia autonomia que visa um melhor desempenho do aluno e seu desemvolvimento social.