Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 21/05/2021

Com a publicação da Constituição Federal do Brasil no ano de 1988, fica-se estabelecido no Art. 205 o direito de ensino a todos os brasileiros, todavia, com o surgimento inesperado da pandemia do Covid-19, as escolas estão sem aulas presenciais e grande parte dos estudantes estão tendo que se adaptar ao ensino remoto (EAD). Além disso, muitos cidadãos não dispõem do acesso à livros, internet e nem à eletrônicos, assim sendo, detêm do aprendizado afetado.

Segundo Steve Jobs a tecnologia move o mundo, mas, para aqueles que não convivem diariamente com ferramentas tecnológicas o repentino uso delas pode desencadear algumas dificuldades. A transição para o EAD é turbulenta, visto que, este método de estudo demanda foco e muita organização, já que a presença de um mediador é inexistente. Ademais, muitos acadêmicos não dispõem de um ambiente calmo para se concentrarem e absorverem o máximo de informações possíveis daquilo que está sendo ministrado. Destarte, essa discrepância na educação tem afetado aqueles alunos que estão se capacitando para prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) ou até mesmo o vestibular, no ano de 2021.

Outrossim, torna-se importante ponderar que alguns estudantes dispunham apenas da escola como fonte de aprendizado. Devido a questões financeiras, como a falta de acesso à internet e o isolamento para combater a disseminação do coronavírus, esse grupo de estudantes acaba sem nenhum conhecimento. Tal como, mostra à pesquisa realizada pela Fundação Lemann, o Itaú Social e Imaginable Futures, onde mais de quatro em cada dez estudantes, o equivalente a 42%, não teriam, segundo seus familiares, equipamentos e condições de acesso as aulas e atividades.

Por conseguinte, é viável que o Ministério da Educação proporcione para os alunos de baixa renda, materiais gratuitos para auxiliar os seus estudos, através de cursinhos online comunitários, e entrega de materiais em pontos estratégicos para aqueles que não possuem internet. É cabível também ministrar aulas por meio de canais de televisão abertos. Objetivando, nesse momento crítico para saúde populacional que a educação não se torne um período marcado por desigualdades, mas sim uma fase de união para reinventar, em prol da educação, para que todo tenham acesso a um ensino de qualidade.