Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 22/05/2021

Com frequência, comenta-se que o covid-19 causou muitos impactos sociais e econômicos no mundo todo, especialmente na educação brasileira, que a desigualdade entre os sistemas públicos e privados da educação básica são desproporcionais, entretanto nem todos os efeitos foram negativos.

Com a chegada da crise do coronavírus o corpo docente teve de adequar-se a novas maneiras de aprendizado, metodologias e estruturas escolares para continuar o ensino, contudo á distância. Ao contrário dos ensinos privados brasileiros que tiveram a capacidade de se adaptar com um novo sistema digital, lecionando por meio de aulas síncronas e envio de tarefas, os estudantes de escola pública sentiram um maior impacto diante da pandemia, por muitos nem sequer terem acesso à internet e/ou municípios sem estrutura tecnológica, ademais muitos professores não têm a formação adequada para dar aulas virtuais. De acordo com o Relatório de Monitoramento Global da Educação (Relatório GEM) de 2020, divulgado no final de junho, 258 milhões de crianças e jovens não tiveram acesso à educação.

Todavia, a crise do coronavírus não foi de um todo prejudicial. Apesar da realidade pública ser desfavorável, o covid-19 acelerou a digitalização das organizações, fazendo também com que pedagogos aprendessem novas formas de ensino, por meio de ferramentas digitais. O corpo discente, da mesma forma, reaprendeu a estudar, por intermédio do mundo digital.

Fica claro, portanto que instituições públicas de ensino básico estão em desvantagem diante de tal adversidade, ao contrário do ensino privado. Para que essa situação seja revertida é necessário que o governo disponibilize recursos tecnológicos para a rede pública, outrossim a mobilização de investimentos para capacitação dos educadores para o uso e domínio das ferramentas digitais, afim de uma educação à distância de qualidade para todos estudantes e um ensino funcional da parte dos mestres.