Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 22/05/2021
No livro “Jogos Vorazes”, Katnes - do distrito 12 - e sua mãe e irmã sofrem com a falta de recursos básicos, como todos no seu distrito, situação que não é vista na capital Panem, onde todos tem uma vida estável e luxuosa. Fora do mundo distópico tal situação vê-se aplicada a educação em tempos pandêmicos (EAD), uma vez que os alunos da rede pública residem com a falta de tecnologias e desinformação, os da rede privada tem à sua disposição recursos para aprimorar seu conhecimento e educação. Desse modo fica evidente a falta de tecnologia nas instituições de ensino público e a desigualdade educacional brasileira.
Em primeira análise, é importante destacar a visível escassez de recursos tecnológicos em organizações de ensino público, de modo que esses centros educacionais não tenham, em sua maioria, capacidade de lidar com o EAD. Ademais, segundo o site de notícias g1, 39% dos estudantes de escolas públicas urbanas não têm computador ou tablet em casa. Nas escolas particulares, o índice é de 9%. Sob esse viés, tem-se uma grande lacuna no sistema de ensino público, que foi mais ampliada ao decorrer da pandemia do covd-19. Nesse sentido, verifica-se que, lamentavelmente, embora a constante evolução tecnológica acerca dos meios de comunicação disponíveis, a falta de infraestrutura nas escolas públicas brasileira afeta diretamente a aprendizagem dos indivíduos dependentes da mesma.
Em segunda analise, é irrefutável a evidente desigualdade em campos educacionais brasileiros, tal fato evidencia-se no país em meio a pandemia. Segundo Immanuel Kant, filósofo alemão “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. De maneira análoga, a má conduta da educação consequentemente leva a absurda diferença educacional entre escolas públicas e privadas. Com base nisso, a inacessibilidade a educação de qualidade é prejudicial à formação do indivíduo, por conseguinte, torna-se inaceitável tal fato persista.
Fica evidente, portanto, que ações são necessárias para atenuar essa grave questão. Logo, o Governo, como instância máxima dos aspectos sociais, coeso ao Ministério da Educação, deve, com urgência, adotar estratégias de implementar recursos digitais em escolas públicas para conter a desigualdade em torno desse âmbito. Adiante, a ação pode ser feita por meio de adição de renda, em conjunto com parcerias de empresas voltadas para o desenvolvimento tecnológico, com o feito de polarizar a educação de qualidade. Só assim, com base nos ensinamentos de Immanuel Kant, haverá, gradativamente, uma conscientização dapopulação.