Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 08/06/2021
Com o fim da guerra fria, o mundo saiu de uma bipolarização, não girando mais em torno de dois países, mas sim em escala global. Com isso, surgiu o processo de globalização e com ele a ampliação de possibilidades devido à tecnologia que cresceu em níveis absurdos e com uma velocidade incrível. No entanto, quando se observa os impactos da pandemia associados à educação, nota-se que as possibilidades tragas para o mundo não inclui todos. Certamente, a enganosa igualdade relacionada à educação junto do descaso público são entraves que contribuem para essa problemática.
Precipuamente, com o surgimento da globalização ouve um mar de possibilidades entregues à população, como computadores melhores e portáteis, celulares mais rápidos ou aplicativos que facilitam inúmeras tarefas. Além disso, plataformas de estudos também foram criadas para flexibilizar e expandir a educação e, no contexto pandêmico do covid-19, o EaD (ensino à distância) foi adotado no mundo inteiro, massivamente, como solução devido ao isolamento social. Ademais, todos no conforto de suas casas, alunos e professores, evitam enfrentar imprevistos, como ambientais (chuvas, cheias e etc) ou trânsito, sendo mais pontuais e mais presentes em suas aulas ou trabalhos.
Contudo, na prática, a realidade não é igual para todos os brasileiros. Ademais, de acordo com o IBGE, apenas 57% da população tem acesso a computadores - principais instrumentos para a EaD. Destarte, a acessibilidade se torna seletiva, causando desproporcionalidade na educação comum, indiretamente, separando o indivíduo que ingressa na universidade, por exemplo, e o que não ingressa. Além disso, de acordo com o art. 149 da Constituição de 1988, por direito o estado deve garantir a educação para todos os cidadãos. De maneira análoga, as empresas tecnológicas, aproveitam da necessidade e dependência de seus usuários para inovarem em produtos, funções ou programando a obsolescência - posteriormente, levando a inutilidade - do produto, em cima disso, elevam exorbitantemente o preço, impactando diretamente em quem pode adquiri-los. Destarte, o Ead, no contexto pandêmico como principal meio de ensino, impacta diretamente quem vai ou não, por exemplo, ingressar em universidade, segregando cada vez mais as classes sociais.
Em suma, é inegável que medidas são necessárias para amenizar esse problema. Portanto, o governo e o Ministério da Educação (MEC) devem criar um programa de apoio, por meio da disponibilização de internet gratuita em certos pontos comunitários e instrumentos - Computadores ou tablets -, com o intuito de proporcionar aos alunos mais carentes um suporte para que consigam acessar as aulas remotas e assim concluir o ano letivo, ou estudar para o vestibular, diminuindo a disparidade na educação brasileira e garantindo, na prática, o dever imposto pela constituição de 1988.