Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 26/05/2021
Segundo Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, a educação é a arma mais poderosa que se pode usar para mudar o mundo. Diante disso, é notório que a pandemia, ao proporcionar o isolamento social, e, por conseguinte o fechamento das escolas, acarretou mudanças no âmbito educacional, forçando a sociedade à se adaptar a este novo modo de ensino remoto, evidenciando também as desigualdades existentes na sociedade.
De acordo com Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Nessa lógica, a educação torna-se essencial para o desenvolvimento do indivíduo como cidadão e sua compreensão de mundo. Contudo, tendo em vista a desigualdade socioeconômica brasileira, é notório que inúmeras pessoas sofrem com uma educação medíocre, o que gera na visão Kantiana , cidadãos medíocres.
Ademais, é válido ressaltar que, conforme afirma Platão, o conhecimento imposto a força não pode permanecer na alma por muito tempo. De maneira análoga, é perceptível que os estudantes não aprenderão e consolidarão o estudo só com aulas, necessitando de se adaptar à uma nova rotina de estudo, buscando maneiras de aprender as matérias estudadas.
Em suma, são necessárias medidas que atenuem as assimetrias vivenciadas pelos alunos e forneçam aos mesmos uma educação de qualidade. Portanto, a fim de reduzir as desigualdades sociais e econômicas, cabe ao Ministério da Educação em parceria com o Poder Executivo, fornecer verbas e investimentos aos setores estudantis, além da criação de espaços propícios ao estudo, de modo com que os alunos que não possuem condições possam assistir as aulas e realizar as respectivas atividades nesses ambientes, mantendo o distanciamento entre os alunos, respeitando o isolamento social. Enfim, a partir dessas ações, a educação, como disse Nelson Mandela, consiga mover o mundo para frente.