Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 26/05/2021

Pandemia e isolamento social, realidade atual que vem afetando o mundo inteiro, na saúde, na economia e na educação. Com o surgimento do novo Coronavirus, a população busca soluções improvisadas para adaptar-se ao novo normal, a quarentena. Na tentativa de diminuir os impactos da pandemia no setor educacional, foi implantado o EAD -ensino à distância.Entretanto, esse método apresenta entraves, uma vez o Brasil possui um alto índice de desigualdade social.

A princípio, a ideia de aplicar aulas onlines para substituir o ensino regular foi uma ótima alternativa em meio a tantas incertezas, pois, não há, ainda, previsão de quando a normalidade voltará. No entanto, enquanto muitos alunos vivem em condições que favorecem a modalidade EAD, com escolas preparadas e estruturadas, infelizmente, a realidade da maioria difere-se disso. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a população mais afetada pela pandemia é a população de baixa renda. Assim, fica evidente a desigualdade existente entre o ensino privado - que em maior porcentagem é frequentado por alunos com vantagens financeiras e o ensino público, que atende, em grande parcela, a população mais carente.

Ademais, outro fator existente é a necessidade de ferramentas para ter acesso as aulas, que mais uma vez desfavorece os alunos mais carentes, isto é, a necessidade de um computador e acesso à internet de qualidade. De acordo com dados do IBGE, apenas 57% da população brasileira não tem acesso à computador em casa e 97% possui um celular. Todavia, para dificultar ainda mais o cenário, os celulares, embora ajudem no processo, não são aceitos por muitas plataformas, o que dificulta na democratização do ensino. Desse modo, fica evidente os principais entraves para garantir um ensino de qualidade, mesmo sob condições controversas.

Para tanto, medidas são necessárias para ceifar o impasse. Logo, cabe ao Governo Federal, juntamente com o Ministério da Educação, tornar o ensino à distancia mais democrático. É viável, portanto, a criação de um projeto para auxíliar as famílias carentes, esse projeto priorizará a distribuição de computadores e rede de internet gratuita para alunos que comprovem carência. Feito isso, a educação se tornará mais acessível, contribuindo para o fim da desigualdade social.