Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 30/05/2021

Segundo estudos da UNESCO, se pode falar que em média 91% dos estudantes de todo o mundo tiveram seus estudos afetados por esse caos enfrentado pela pandemia da COVID-19. Analisando o Brasil, ficou ainda mais aparente o quanto a educação no país é precária e foi altamente atingida pelo ensino remoto, o qual incapacitou em sua maioria um acesso primordial garantido pela Constituição Federal, que é o da educação. Dentre inúmeras razões, enumera-se a falta de estrutura adequada, a pouca capacitação do corpo docente, a desigualdade entre classes e o acesso cada vez mais elitizado da internet brasileira.

Se estima que metade do povo brasiliense não tem acesso a qualquer tipo de rede, recurso esse que é inacessível a todos seja pelo preço cobrado ou pela taxa de desemprego na sociedade, fator crescente e que impossibilita a mudança dessa realidade. Consequentemente, esse fato aliado ao distanciamento social imposto pela pandemia, visando a diminuição da propagação do vírus, crianças e jovens por toda nação verde-amarela tem sofrido com o não cumprimento do direto básico de estudar.

O indíce de participação no estilo EAD tem sido extremamente baixo, como mostrado em análises feitas pelo Banco Mundial, a qual explicita que de 10 estudantes 7 poderão não ter a capacidade de leitura, além do abandono escolar ter crescido. Não obstante a isso, por ter sido inesperado a todos, ainda se tem muitos professores incapacitados para oferecer aulas dignas nessa metodologia, uma vez que a grande maioria apresenta dificuldades no meio tecnológico. Vale mencionar que uma parcela do corpo discente nacional não possui um aparelho próprio e local adequado para estudar a distância.

Todos esses fatores somados resulta em uma educação atrasada no país, uma lacuna enorme de aprendizado faltando aos educandos, onde apenas aqueles privilegiados socialmente podem alcançar uma universidade federal, por exemplo. Por todos esses aspectos, se vê necessário uma preocupação maior do Ministério da Educação no cumprimento de fiscalizações ao ensino brasileiro, a disponibilização de cursos preparatórios aos professores para lecionar conteúdos virtualmente, também um acordo dos governantes com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações para a oferta de internet e aparelhagem gratuita aos alunos desfavorecidos, objetivando que a porcentagem de jovens estudantes afetados possa vir a cair e a taxa de aprendizagem na República Federativa do Brasil venha a elevar mesmo diante dessa triste situação escolar agravada pelo coronavírus.