Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 30/05/2021
Segundo Aristóteles, filósofo grego defensor do conhecimento, “A pior forma de desigualdade é tentar fazer duas coisas diferentes iguais”. Hodiernamente, a frase pode ser encaixada no contexto do sistema educacional brasileiro durante os tempos de pandemia, que propõe as mesmas estratégias pedagógicas para todos, desconsiderando os contrastes socioeconômicos. Dessa forma, é relevante abordar os principais impasses do tema em questão, como a desigualdade vigente no sistema educacional e o aumento das evasões escolares em consequência da abrupta mudança dos métodos educativos.
Em primeira análise, é possível observar as diferenças no aprendizado individual de acordo com a renda financeira possuída. Essa lógica é comprovada por meio da produção nacional “Pro dia nascer feliz”, com a participação de estudantes brasileiros que contam os seus desafios diários no processo estudantil. Tal cenário também é observado fora das telas, visto que nos tempos hodiernos, com a crise sanitária em virtude de problemas pandêmicos, o acesso à educação se tornou um desafio maior, já que a sala de aula migrou-se para os computadores e celulares, que só podem ser acessados com uma rede wi-fi, impossibilitando aqueles que não possuem condições financeiras, de consumir o conteúdo fornecido pela escola.
Além disso, é pertinente ressaltar que milhares de alunos sentiram dificuldades com a mudança do meio físico para o virtual, prejudicando o seu desenvolvimento escolar. Conforme o Instituto “Data Folha”, 4 milhões de estudantes brasileiros cometeram evasão escolar, com os indivíduos de classes sociais mais baixas liderando os índices de abandono. Diante disso, percebe-se que a falta de planejamento adequado para abranger todos os cidadãos, provoca o sentimento de desistência nos mesmos, aumentando exponencialmente o índice de abandono escolar.
Fica evidente, portanto, que medidas precisam ser tomadas para a minimização dos problemas citados. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável pelo sistema educacional brasileiro, reduzir as desigualdades no meio estudantil, por meio de maiores financiamentos e atividades comunitárias com a finalidade de atingir não somente uma parcela da sociedade, mas o todo, visando o bem comum e a transmissão de conhecimento em massa. Assim, a sociedade brasileira será o oposto do que afirmou Aristóteles.