Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 01/06/2021
Em 2020, anunciou-se o o fechamento de todas as unidades escolares devido à pandemia do coronavírus, causador da COVID-19. Muitas delas se reinventaram, usando recursos tecnológicos a seu favor, com aulas à distância. Contudo, outras ficaram totalmente a mercê do decorrer dos acontecimentos pandêmicos, gerando um déficit altíssimo na educação brasileira, com 38,7 milhões de brasileiros matriculados em instituições de ensino públicas, e consequentemente um aumento na desigualdade de oportunidades do país. Desta forma, cabe ao Estado brasileiro encontrar novas soluções de contornar tal problema.
A porcentagem de acesso à internet no país ainda é baixa, com apenas 42% de acesso nas classes mais baixas, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Isso dificultou o acesso às aulas remotas que se deram durante a pandemia e agravou o problema da educação brasileira, pois por mais que as escolas possam ter insumos e equipamentos suficientes para dar aulas, muitas famílias não possuem nem se quer um computador para assistí-las. Assim, observa-se a desigualdade tecnológica que se encontra entre as famílias brasileiras.
O fator que implica na problemática da educação brasileira na pandemia não é apenas o acesso às aulas em si, como também a precariedade alimentar e a saúde mental desses aprendizes. A cada 2000 brasileiros, 15% deles passam fome, segundo pesquisa realizada pela UFMG em parceria com a UnB e as escolas são importantes fontes de alimentos para essas famílias, por meio da merenda. Enquanto o isolamento social gera graves riscos à saúde dos alunos isolados em suas casas, aumentando consideravelmente as taxas de jovens e crianças com alguma doença psicológica, como depressão ou ansiedade. Destarte, as escolas não são apenas um local de aprendizado como também um meio de sobrevivência de muitas famílias que se encontram em alguma situação de vunerabilidade social.
Portanto, o Estado brasileiro deve se precaver de arrecadar insumos e investir na distribuição de tecnologias e alimentos para os estudantes afastados, com o fito de diminuir a desigual que estes estão acometidos pela pandemia. Uma educação igualitária e com oportunidades iguais para todos deve ser uma preocupação principal do Estado. Então, apenas dessa forma os estudantes e suas famílias terão chances de seguirem-se sãos nessa pandemia.